CASACOR / HIF 2026 reúne arquitetura global em São Paulo
O HIF – Hunter International Forum, reúne em São Paulo, nos dias 29 e 30 de setembro de 2026, alguns dos principais nomes da arquitetura mundial. Entre Thomas Heatherwick, Tatiana Bilbao, Arthur Casas, Kai-Uwe Bergmann e Solano Benítez está a Gehl People, escritório internacional que hoje participa de uma discussão especialmente próxima de Florianópolis: o futuro dos espaços públicos do Centro da cidade.
A conexão é concreta. Em 2026, Florianópolis apresentou o masterplan “Floripa Centro: Repensando seus espaços públicos para pessoas”, desenvolvido pela Gehl como parte do programa Centro Para Todos. Ou seja, o projeto propõe uma nova leitura da região central a partir da escala humana, considerando a maneira como as pessoas se deslocam, permanecem, convivem e experimentam a cidade.
Veja mais aqui → Архитектурное бюро Gehl Architects преобразит Флорианополис, черпая вдохновение в Копенгагене и Нью-Йорке.
No HIF, a Gehl apresenta justamente “Espaço Público, Vida Pública”. Portanto, a palestra coloca no palco de um fórum internacional uma abordagem que já participa do planejamento urbano de Florianópolis e permite observar esse trabalho dentro de uma discussão mais ampla sobre arquitetura, mobilidade, espaço público e qualidade de vida.
O encontro acontece no Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, e chega à segunda edição com dois dias de palestras, painéis e experiências. A programação percorre diferentes escalas da arquitetura contemporânea, do desenho dos espaços públicos aos materiais, da prática profissional à regeneração urbana.

Por que o HIF 2026 merece atenção a partir de Florianópolis?
A Gehl construiu sua atuação internacional a partir de uma ideia que transformou a maneira de observar as cidades: antes de desenhar espaços, é preciso compreender como as pessoas realmente os utilizam.
Essa perspectiva está associada ao trabalho do urbanista dinamarquês Jan Gehl e orientou projetos e transformações urbanas em diferentes partes do mundo. Atualmente, Copenhague e Nova York estão entre as referências mais conhecidas dessa trajetória.


Agora, essa metodologia também integra o planejamento de Florianópolis.
O masterplan “Floripa Centro: Repensando seus espaços públicos para pessoas” propõe tratar o espaço público como elemento estruturador da vida urbana. Assim, ruas, áreas de convivência, deslocamentos e relações entre diferentes usos deixam de ser analisados isoladamente e passam a compor uma visão integrada da região central.
O projeto se organiza em cinco eixos. Portanto, a mobilidade sustentável prioriza modos ativos e transporte coletivo. Sendo assim, os espaços públicos são relacionados à resiliência climática e ao conforto ambiental. O planejamento para crianças utiliza a infância como parâmetro de qualidade urbana. Já o conceito de bairros completos aproxima moradia, trabalho e serviços. Por fim, o turismo sazonal entra na discussão a partir do equilíbrio entre atividade econômica e qualidade de vida ao longo do ano.
Esse conjunto torna a participação da Gehl no HIF particularmente atual para Florianópolis. Enquanto o fórum apresenta discussões internacionais sobre o futuro da arquitetura e das cidades, parte desse repertório já está sendo incorporada a um projeto urbano da capital catarinense.


Gehl leva ao HIF a relação entre espaço público e vida pública
A Gehl será representada no HIF por Rute Nieto Ferreira, Senior Project Manager do escritório, arquiteta e urbanista com duas décadas de experiência.
Sua trajetória inclui trabalhos no Reino Unido, Suécia, Portugal e Estados Unidos. Entre seus campos de interesse estão bairros, espaços públicos e urbanismo voltado para crianças, além disso, processos colaborativos de desenho urbano.
No dia 29 de setembro, das 16h30 às 17h30, a Gehl apresenta “Espaço Público, Vida Pública”.
A relação entre os dois conceitos está no centro da metodologia do escritório. O espaço físico influencia deslocamentos, permanências, encontros e atividades cotidianas. Por isso, compreender a vida que acontece entre os edifícios ajuda a orientar decisões sobre ruas, praças e outros ambientes urbanos.
Em Florianópolis, essa lógica orienta o masterplan do Centro. O projeto foi construído também por meio de oficinas com técnicos da Prefeitura e representantes de diferentes setores da sociedade, incorporando leituras locais ao desenvolvimento das propostas.
A palestra no HIF oferece, portanto, uma oportunidade de acompanhar os princípios que sustentam uma discussão urbana já em andamento na cidade.
O que é o HIF?
Criado pelo Architecture Hunter, o HIF chega à segunda edição reunindo arquitetos, urbanistas, designers e estudantes em torno do presente e do futuro da arquitetura em escala global.
O evento será realizado no Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Durante os dias 29 e 30 de setembro, a programação combina talks, painéis e experiências.
A curadoria reúne profissionais de diferentes países, gerações e campos de atuação. Com isso, o fórum permite observar respostas distintas para questões contemporâneas da arquitetura, desde a experiência humana nas cidades até materiais, impacto social, bem como, identidade e transformação ambiental.
A diversidade também aparece na combinação entre grandes escritórios internacionais e nomes relevantes da produção brasileira.

Thomas Heatherwick, Tatiana Bilbao, BIG e outros nomes do HIF
Thomas Heatherwick, fundador e diretor de design do Heatherwick Studio, encerra o primeiro dia com “Humanise”.
O arquiteto e designer britânico leva ao HIF uma discussão diretamente relacionada à experiência humana na arquitetura. Dessa forma, a presença também ajuda a revelar um dos fios condutores da programação: a relação entre aquilo que se projeta e a forma como as pessoas experimentam os espaços.


Tatiana Bilbao, fundadora e arquiteta principal do Tatiana Bilbao Estudio, apresenta “Da Mesa à Cidade”. O título já sugere uma passagem entre diferentes escalas, aproximando arquitetura e contexto urbano.


O brasileiro Arthur Casas, fundador e arquiteto principal do Studio Arthur Casas, participa com “Em Primeira Pessoa: Arthur Casas | Pesquisa, Prática e Inovação na Arquitetura”.


No segundo dia, Solano Benítez, arquiteto e fundador do Jopói de Arquitectura, apresenta “O Lugar da Arquitetura”.

Pat Bosch, diretora de design e principal na Perkins&Will, leva ao evento “Um Haicai, um Poema e um Enigma”.

A programação recebe ainda Kofi Bio, diretor executivo do escritório Adjaye Associates Accra, com “Nosso Material Mais Abundante: Construindo para um Planeta em Transformação”.




O encerramento fica com Kai-Uwe Bergmann, sócio da BIG, Bjarke Ingels Group, que apresenta “Materialismo”.



Juntas, essas participações colocam diferentes questões em perspectiva. Materiais, cidades, espaço público, inovação, impacto social e experiência humana aparecem conectados por uma pergunta maior: como a arquitetura responde às transformações da vida contemporânea?
Arquitetura brasileira também ocupa espaço central
A produção brasileira tem presença importante no HIF 2026.
No primeiro dia, Luis Andre Guedes e Pablo do Vale, sócios fundadores da Guá Arquitetura, apresentam “Design e Arquitetura como Impacto Social”.
Em seguida, Manoela Machado e Pedro Lira, sócios fundadores do Natureza Urbana, conduzem “Espaços Vivos para Futuros Regenerativos”.
No dia 30, Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, sócios fundadores do FGMF Arquitetos, apresentam “Contexto, Transição e Tectônica”.
A programação também reúne Luís Rebelo de Andrade e Tiago Rebelo de Andrade, do Rebelo de Andrade, em uma mesa redonda.
Outro encontro coloca em diálogo instituições relacionadas a importantes legados brasileiros. Participam Bruno Simões, curador do Instituto Bardi / Casa de Vidro, Isabela Ono, membra fundadora do conselho e diretora executiva do Instituto Burle Marx, e Marco Artigas, arquiteto e presidente do Instituto Virgínia e Vilanova Artigas.
A conversa será mediada por Ana Paula de Assis, editora da POP-SE e do Decornautas e curadora de Design do Forbes Under 30 Brasil.
Programação do HIF: Dia 1 / em 29 de setembro
O primeiro dia começa às 8h, com a abertura. Às 9h, o evento anuncia os finalistas do Architecture Hunter Awards 2026.
Das 10h às 11h, Arthur Casas apresenta “Em Primeira Pessoa: Arthur Casas | Pesquisa, Prática e Inovação na Arquitetura”.
Na sequência, das 11h às 12h, Tatiana Bilbao conduz “Da Mesa à Cidade”.
Depois do almoço, a Guá Arquitetura apresenta “Design e Arquitetura como Impacto Social”, das 14h às 15h.
Das 15h às 16h, o Natureza Urbana apresenta “Espaços Vivos para Futuros Regenerativos”.
Após o intervalo, chega um dos momentos de maior interesse para quem acompanha as transformações urbanas de Florianópolis. Das 16h30 às 17h30, a Gehl People apresenta “Espaço Público, Vida Pública”.
Thomas Heatherwick encerra o primeiro dia, das 17h30 às 18h30, com “Humanise”.
Programação do HIF: Dia 02 / em 30 de setembro
O segundo dia começa às 8h. Às 9h, Pat Bosch apresenta “Um Haicai, um Poema e um Enigma”.
Em seguida, das 10h às 11h, Solano Benítez conduz “O Lugar da Arquitetura”.
Das 11h às 12h, Bruno Simões, Isabela Ono e Marco Artigas participam da mesa redonda mediada por Ana Paula de Assis.
Depois do almoço, Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz apresentam “Contexto, Transição e Tectônica”, das 14h às 15h.
Na sequência, Luís Rebelo de Andrade e Tiago Rebelo de Andrade participam de uma mesa redonda.
Após o intervalo, Kofi Bio apresenta “Nosso Material Mais Abundante: Construindo para um Planeta em Transformação”, das 16h30 às 17h30.
Por fim, Kai-Uwe Bergmann encerra o HIF com “Materialismo”, das 17h30 às 18h30.
Experiências de arquitetura ampliam a programação
O HIF também leva parte da experiência para outros espaços de São Paulo.
Antes da abertura oficial, no dia 28 de setembro, a programação inclui uma visita à Cidade Matarazzo com Adam Kurdahl, sócio fundador da SPOL Architects, além de um Open Studio MK27. As duas experiências estão esgotadas.
Depois dos dois dias de fórum, as atividades continuam.
Em 1º de outubro, haverá uma visita à Japan House с Hayato Fujii, gerente-geral de projetos no Brasil na Kengo Kuma & Associates, e FGMF. Outra edição do Open Studio MK27 acontece na mesma data e também está esgotada.
No dia 2 de outubro, a agenda inclui um open studio e visita a obra com a Jacobsen Arquitetura, igualmente esgotado, além de uma visita guiada com Sol Camacho no Alma Mater.
Por fim, as experiências complementam as palestras ao aproximar os participantes de espaços, projetos e escritórios. Assim, diferentes formas de pensar arquitetura podem ser observadas também fora do auditório.
Como acompanhar o HIF 2026
O HIF 2026 acontece nos dias 29 e 30 de setembro, no Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
A programação começa às 8h nos dois dias e segue até as 18h30. Para quem viajar até São Paulo, o Memorial está localizado na Barra Funda e tem conexão com metrô, trem e terminal de ônibus pela Estação Palmeiras-Barra Funda.
Quem permanecer em Florianópolis também poderá acompanhar o fórum. O Online Access custa R$ 350 e oferece transmissão ao vivo das principais palestras e debates.
O evento contará ainda com tradução simultânea em português e inglês para o público presencial e online.
Mais informações → https://hif.architecturehunter.com/


Do Centro de Florianópolis ao debate global sobre cidades
A participação da Gehl no HIF aproxima duas escalas que, à primeira vista, parecem distantes. Em São Paulo, um fórum internacional discute arquitetura e o futuro das cidades. Em Florianópolis, uma dessas abordagens já participa do planejamento de uma área essencial para a vida urbana da capital.
O masterplan do Centro coloca mobilidade sustentável, resiliência climática, espaços públicos, infância, bairros completos e qualidade de vida dentro de uma mesma visão. Dessa maneira, o projeto amplia a discussão sobre desenvolvimento urbano para além de intervenções isoladas.
Essa perspectiva também interessa a quem acompanha arquitetura e mercado imobiliário. A experiência de morar começa dentro de casa, mas se estende à rua, ao bairro e à cidade. Caminhabilidade, áreas de convivência, mobilidade, serviços, paisagem e qualidade dos espaços públicos influenciam a relação cotidiana das pessoas com o lugar onde escolheram viver.



Em uma cidade como Florianópolis…
Marcada por uma geografia singular e por uma relação intensa entre natureza e ocupação urbana, pensar crescimento exige atenção especial a essas conexões.
O trabalho da Gehl no Centro insere Florianópolis em uma discussão internacional sobre cidades orientadas às pessoas. O HIF permite observar essa abordagem ao lado de outras visões contemporâneas de arquitetura, apresentadas por profissionais que atuam em diferentes países, culturas e escalas.
Por isso, a presença da Gehl no fórum vai além de uma coincidência na programação. Enquanto Rute Nieto Ferreira discute “Espaço Público, Vida Pública” no palco do Memorial da América Latina, Florianópolis já começa a transformar esses conceitos em planejamento urbano.
É justamente nesse encontro entre repertório global e realidade local que o HIF 2026 ganha relevância para quem acompanha o presente e, sobretudo, o futuro da arquitetura em Florianópolis.

Sou especialista em imóveis de luxo, alto padrão e investimentos imobiliários no Sul do Brasil. Reconhecida pelo atendimento premium e bilíngue, acompanho cada cliente desde a primeira busca até a entrega das chaves, conectando compradores e investidores aos empreendimentos mais exclusivos da ilha, de Jurerê Internacional ao Campeche, passando por Cacupé, João Paulo e Praia Brava. Fundadora da Luxury Home Floripa, acumulo mais de R$ 320 milhões em vendas ao longo de cinco anos de atuação no mercado imobiliário de alta renda. Aqui compartilho análises sobre o mercado de luxo em Florianópolis, lançamentos de alto padrão, tendências de valorização e tudo o que um comprador exigente precisa saber antes de tomar uma decisão patrimonial relevante. Também compartilho insights e novidades sobre o estilo de vida que cerca esse universo: mundo náutico, gastronomia, eventos, esportes e tudo o que conecta Florianópolis ao mundo do alto padrão.


