Marina Beira-Mar Norte: Florianópolis Volta a Viver o Mar
A Marina Beira-Mar Norte permitirá que moradores e visitantes cheguem de barco ao coração de Florianópolis e, em poucos passos, alcancem a Rua Bocaiúva, a Ponte Hercílio Luz e alguns dos endereços mais valorizados da capital catarinense. Após mais de quatro décadas de discussões, o projeto começa a transformar uma antiga aspiração urbana em uma intervenção concreta, capaz de aproximar novamente a cidade de sua vocação marítima.
Com o novo parque, a orla da Beira-Mar Norte deixará de funcionar principalmente como área de passagem e ganhará características de destino. Caminhar, permanecer, contemplar, praticar esportes e navegar passarão a integrar a experiência cotidiana do local.
A construção representa um novo capítulo para quem vive, investe, trabalha ou navega em Florianópolis. Afinal, a relação da cidade com o mar influencia a paisagem, a mobilidade, o turismo, a economia e o próprio modo de vida local. Com a implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte, essa relação ganhará espaços públicos, estruturas náuticas e novos pontos de convivência.
O empreendimento ocupa uma posição estratégica na Baía Norte, em uma das áreas mais conhecidas da Ilha de Santa Catarina. Além disso, o projeto reúne parque, marina, comércio, gastronomia, esporte, circulação de pedestres e infraestrutura para embarcações. Como resultado, a Beira-Mar Norte tende a deixar de funcionar principalmente como eixo de passagem e assumir um papel mais amplo na experiência urbana.
O projeto recebeu a Licença Ambiental de Instalação em fevereiro de 2026, etapa que autorizou o início das obras. Posteriormente, em março de 2026, a Prefeitura de Florianópolis realizou o ato oficial que marcou o começo da implantação do parque e da marina. A administração municipal descreveu a intervenção como o maior parque público da capital.



O que é a Marina Beira-Mar Norte de Florianópolis?
A Marina Beira-Mar Norte integra o Parque Urbano e Marina Beira-Mar, um complexo planejado para ocupar uma área próxima à Praça de Portugal, ao longo da Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos. A implantação avança em direção à Baía Norte e estabelece uma nova faixa de convivência entre a cidade consolidada e o espelho d’água.
O projeto combina infraestrutura náutica com áreas públicas de lazer, contemplação, circulação, esporte e eventos. Nesse sentido, sua proposta ultrapassa a função tradicional de guardar embarcações. A marina formará um dos elementos de um conjunto urbano mais abrangente, pensado para receber moradores, turistas, navegadores, profissionais do setor e frequentadores da região central.
De acordo com a Prefeitura, a área destinada ao complexo começa nas proximidades da Praça de Portugal e se estende em direção à Praça do Sesquicentenário. Além disso, o projeto avança aproximadamente 315 metros sobre a baía, em uma região com profundidades médias entre 1,5 e 4 metros.
A composição inclui vagas molhadas para embarcações, estruturas públicas de acesso à água, espaços de lazer, quiosques, áreas esportivas, setores de eventos e integração com diferentes formas de mobilidade. Assim, a iniciativa procura criar uma orla frequentada ao longo de todo o dia, com usos variados e presença constante de pessoas.

Como funciona o investimento privado da Marina Beira-Mar Norte?
Por que o projeto de R$ 350 milhões não exige aporte público?
A implantação ocorre por meio de uma concessão pública com investimento privado estimado em R$ 350 milhões. A empresa concessionária assume os custos de construção, implantação, manutenção e operação previstos no contrato, enquanto o poder público mantém as responsabilidades de fiscalização e acompanhamento institucional.
Dessa forma, o modelo permite executar um projeto de grande porte sem aporte financeiro direto do orçamento municipal. Em troca dos investimentos e da manutenção das estruturas, a concessionária obtém o direito de explorar comercialmente áreas e serviços definidos no processo de concessão.
O prazo exato aparece de maneira diferente em materiais públicos e reportagens, com referências a 30 e 35 anos. Por isso, a expressão “concessão de décadas” apresenta o projeto com precisão editorial enquanto o dado contratual definitivo não é conferido diretamente no instrumento oficial.
O modelo também preserva áreas de utilização pública e gratuita. Conforme a proposta divulgada, parte expressiva do complexo ficará aberta à circulação, ao lazer, aos esportes e à contemplação. A marina privada conviverá com estruturas públicas, incluindo vagas e acessos ligados à atividade náutica e a uma futura operação de transporte marítimo.
Quem construirá e operará a Marina Beira-Mar Norte?
A Construtora JL venceu a licitação e assumiu a responsabilidade pela execução e operação do complexo. Fundada em 1977 pelo engenheiro civil João Luiz Félix, a empresa tem origem em Cascavel, no Paraná, e acumulou atuação em diferentes cidades brasileiras.
Reúne experiência em aeroportos, hospitais, estradas, edifícios comerciais e empreendimentos residenciais. A empresa nasceu em Cascavel e mantém presença também em Curitiba e Vitória, o que demonstra uma atuação diversificada em obras de grande porte.
O grupo possui experiência direta no setor náutico. Além disso, a empresa construiu e opera a Marina Bracuhy, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, o que oferece uma referência técnica relevante para um empreendimento com características semelhantes.
Essa experiência importa porque marinas exigem conhecimentos específicos de engenharia costeira, dragagem, circulação de embarcações, proteção das águas, manutenção de píeres, gestão ambiental e prestação de serviços náuticos. Do mesmo modo, a operação precisa conciliar usuários privados, estruturas comerciais e espaços de uso coletivo.
A operação foi planejada para oferecer equipamentos de última geração e serviços náuticos especializados. Portanto, a escala do complexo poderá posicioná-lo entre as principais estruturas do gênero no Brasil, especialmente pela combinação entre capacidade, localização central e diversidade de serviços.
João Luiz Félix também associa o projeto a uma relação pessoal com a navegação. Segundo o empresário, a intenção consiste em criar uma infraestrutura de padrão internacional, conectada ao centro urbano e integrada ao cotidiano de Florianópolis.
Onde ficará a Marina Beira-Mar Norte e por que a localização é estratégica?
A Marina Beira-Mar Norte será implantada na Baía Norte, junto à Avenida Beira-Mar Norte, nas proximidades da Praça de Portugal. A área fica perto da Ponte Hercílio Luz e voltada para uma das paisagens urbanas mais conhecidas da capital.
Essa localização concentra atributos raros. De um lado, oferece águas relativamente protegidas para a atividade náutica. De outro, mantém conexão imediata com o centro expandido, bairros consolidados, hotéis, restaurantes, comércio, serviços e áreas residenciais de alto padrão.
A Rua Bocaiúva fica a poucos minutos do futuro complexo. Conhecida por reunir edifícios residenciais valorizados, centros comerciais e serviços qualificados, a via forma um dos principais eixos urbanos da região.
Para quem chega pelo mar, a experiência proposta combina navegação e acesso direto à cidade. O visitante poderá atracar, desembarcar e seguir a pé para diferentes pontos da área central. Consequentemente, a marina tende a favorecer passeios, gastronomia, compras, hospedagem, eventos e serviços especializados.
A proximidade com a Ponte Hercílio Luz também amplia a força visual do projeto. A estrutura histórica poderá compor a paisagem observada a partir dos píeres, das áreas de convivência e da arquibancada voltada para a baía.

Por que a Marina Beira-Mar Norte recupera a relação histórica de Florianópolis com o mar?
Durante grande parte da história de Florianópolis, a região hoje ocupada pela avenida mantinha contato direto com a água. A antiga Praia de Fora reunia pescadores, pequenas embarcações, trapiches e atividades ligadas ao cotidiano marítimo.
Naquele período, o mar integrava a vida urbana de forma direta. Moradores trabalhavam, circulavam, pescavam e estabeleciam relações comerciais junto à costa. Assim como ocorria em outras cidades portuárias, a orla funcionava como espaço produtivo, social e cultural.
Com o crescimento da capital, a cidade adotou novos padrões de urbanização. A mobilidade rodoviária ganhou prioridade, enquanto avenidas e empreendimentos passaram a orientar a expansão urbana.
O que mudou com o aterro da Beira-Mar Norte?
Entre as décadas de 1960 e 1970, o aterro que deu origem à Avenida Beira-Mar Norte modificou profundamente a paisagem. A intervenção criou uma nova frente de expansão, favoreceu a circulação de veículos e contribuiu para a valorização imobiliária da região.
Contudo, o processo ampliou a distância física entre a cidade e a água. A antiga praia desapareceu, e a avenida passou a formar uma barreira entre os bairros centrais e a baía. Embora o calçadão tenha preservado a contemplação da paisagem, o contato cotidiano com o mar perdeu parte de sua intensidade.
Atualmente, o Parque Urbano e Marina Beira-Mar procura reconstruir essa aproximação em uma escala contemporânea. O projeto prevê caminhos, áreas públicas, estruturas náuticas, espaços de permanência e atividades capazes de devolver protagonismo à água.
A Prefeitura apresenta a obra como uma das maiores transformações da região desde o aterro que criou a Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos. Dessa forma, a nova intervenção estabelece um diálogo direto com a história urbana de Florianópolis.

Quais números revelam a dimensão da Marina Beira-Mar Norte?
Os números ajudam a compreender a escala do conjunto. O Parque Urbano e Marina Beira-Mar terá quase 440 mil metros quadrados de área total, considerando espaços terrestres, áreas públicas e espelho d’água. A Prefeitura confirmou essa dimensão ao anunciar oficialmente o início das obras em março de 2026.
| Estrutura | Dimensão ou capacidade prevista |
|---|---|
| Área total do conjunto | Aproximadamente 440 mil m² |
| Área de lazer público | Aproximadamente 140 mil m² |
| Área pública de circulação irrestrita | Mais de 100 mil m² |
| Espelho d’água | Aproximadamente 200 mil m² |
| Vagas para embarcações | Cerca de 600 |
| Profundidade | Entre 1,5 e 4 metros |
| Embarcações atendidas | Lanchas e iates de grande porte |
| Empregos estimados | Entre 2.500 e 3.000 |
As comparações com campos de futebol variam entre as fontes porque adotam referências de tamanho diferentes. Por isso, os números em metros quadrados oferecem uma leitura mais objetiva e evitam interpretações imprecisas.
Como serão distribuídas as áreas públicas da Marina Beira-Mar Norte?
A área de lazer público deverá alcançar cerca de 140 mil metros quadrados. Ao mesmo tempo, mais de 100 mil metros quadrados terão circulação pública irrestrita, permitindo caminhar, pedalar, descansar e observar a paisagem.
O plano inclui quadras de areia e basquete, academia ao ar livre, playgrounds, espaços para animais, pista ou área de skate, ciclovias, setores de eventos e ambientes de contemplação. A proposta divulgada pela Prefeitura também prevê shows, atividades esportivas e integração entre diferentes setores do parque.
Uma arquibancada voltada para a baía poderá receber o público durante eventos náuticos. Sendo assim, a estrutura tende a aproximar regatas, apresentações e competições da rotina urbana.
O espelho d’água, estimado em 200 mil metros quadrados, ocupará o centro visual da experiência. Em outras palavras, a água funcionará como elemento organizador da paisagem, enquanto caminhos, píeres, edifícios e áreas de convivência serão distribuídos ao redor dela.
Quantas embarcações a Marina Beira-Mar Norte receberá?
A marina deverá oferecer aproximadamente 600 vagas para embarcações, distribuídas entre operações públicas e privadas. A profundidade prevista varia de 1,5 a 4 metros, permitindo atender desde pequenas lanchas até iates de grande porte.
O projeto considera embarcações próximas de 100 pés e, em situações específicas, modelos ainda maiores. Contudo, a expectativa apresentada pelos responsáveis indica que a maior parte da demanda será formada por barcos de até 70 pés.
Essa variedade amplia o alcance econômico da marina. Pequenos proprietários, empresas de passeios, prestadores de serviços, embarcações de turismo e grandes iates poderão utilizar a infraestrutura conforme as regras operacionais de cada setor.
Os píeres destinados a visitantes e uma rampa pública deverão facilitar o acesso à água. Ou seja, a estrutura também reserva espaço para uma futura operação de transporte marítimo, conforme o planejamento municipal.
O píer público ficará integrado ao parque e permitirá o embarque e o desembarque de visitantes em uma área central da cidade. Assim, a experiência náutica se aproximará da rotina urbana e atenderá também pessoas que chegam pelo mar sem manter uma embarcação fixa na marina.
Quantos empregos a Marina Beira-Mar Norte poderá gerar?
As projeções indicam a criação de 2.500 a 3.000 empregos diretos e indiretos ao longo da implantação e da operação. As oportunidades poderão surgir na construção civil, engenharia, manutenção, comércio, gastronomia, turismo, segurança, limpeza, administração e serviços náuticos.
Posteriormente, a operação da marina poderá estimular atividades especializadas, como mecânica naval, elétrica, pintura, fibra, marcenaria, abastecimento, limpeza de embarcações, treinamento de tripulações e gestão de atracações.
Segundo uma referência setorial divulgada pela Associação Náutica Brasileira, cada embarcação atracada pode sustentar uma cadeia de empregos diretos e indiretos. Embora a quantidade real dependa do perfil das embarcações e do nível de serviços, essa relação ajuda a explicar o potencial econômico de uma marina com centenas de vagas.
Consequentemente, o impacto não ficará restrito ao interior do complexo. Hotéis, restaurantes, lojas, transportadoras, imobiliárias, fornecedores e empresas de turismo também poderão captar parte da demanda gerada pelo movimento náutico.
Quando começaram as obras da Marina Beira-Mar Norte?
A Licença Ambiental Prévia foi obtida em 2025. Essa etapa reconheceu a viabilidade ambiental da proposta e estabeleceu condições que precisariam ser atendidas nas fases seguintes.
Em 5 de fevereiro de 2026, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina emitiu a Licença Ambiental de Instalação. A LAI autorizou a execução da obra, desde que a concessionária cumpra as medidas, controles e programas ambientais definidos no licenciamento.
Em seguida, no dia 9 de fevereiro de 2026, autoridades estaduais e municipais participaram da cerimônia de entrega e assinatura das licenças e do alvará de construção, no Trapiche da Beira-Mar Norte. O evento reuniu o prefeito Topázio Neto, o governador Jorginho Mello, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, e representantes da Construtora JL.
Posteriormente, a movimentação operacional começou com a preparação da estrutura administrativa e do acesso de veículos à área. Em 30 de março de 2026, a Prefeitura promoveu o ato simbólico que marcou oficialmente o início das obras do Parque Público e Marina Beira-Mar.
| Data | Etapa |
|---|---|
| 2025 | Emissão da Licença Ambiental Prévia |
| 5 de fevereiro de 2026 | Emissão da Licença Ambiental de Instalação |
| 9 de fevereiro de 2026 | Entrega das licenças e assinatura do alvará |
| Março de 2026 | Mobilização do canteiro e início oficial das obras |
| Próximos anos | Implantação do aterro, parque, paisagismo e marina |
| Após a conclusão | Solicitação da Licença Ambiental de Operação |
Quando a Marina Beira-Mar Norte ficará pronta?
O cronograma divulgado considera aproximadamente quatro anos de implantação. A primeira etapa deverá durar cerca de dois anos e meio, concentrando o aterro, o paisagismo e os equipamentos públicos. Depois disso, a conclusão da marina deverá exigir aproximadamente mais um ano e meio.
Assim, o complexo completo poderá ficar pronto por volta de 2030, caso as obras sigam o planejamento apresentado e não enfrentem alterações relevantes. Esse prazo deve ser interpretado como previsão, pois intervenções costeiras dependem de fatores técnicos, ambientais, climáticos e administrativos.
O prefeito Topázio Neto declarou, durante a cerimônia de fevereiro de 2026, que esperava concluir todo o complexo em até quatro anos. Na mesma ocasião, indicou a possibilidade de liberar alguma área do parque antes da entrega integral, dependendo do avanço das obras.
A conclusão física não autoriza automaticamente o funcionamento de todas as estruturas. Portanto, após o término das obras, o empreendimento ainda precisará obter a Licença Ambiental de Operação.
A Licença Ambiental de Instalação permite construir. A Licença Ambiental de Operação autoriza o funcionamento após a verificação do cumprimento das exigências ambientais. Portanto, a marina estará efetivamente pronta para receber embarcações quando concluir a infraestrutura e obtiver as autorizações operacionais necessárias.

Como o licenciamento ambiental da Marina Beira-Mar Norte protege a Baía Norte?
O licenciamento ambiental avalia os possíveis efeitos da construção e estabelece medidas de prevenção, controle, monitoramento e compensação. No caso de uma marina, essa análise envolve aspectos como qualidade da água, movimentação de sedimentos, resíduos, fauna, circulação de embarcações e interferências na dinâmica costeira.
A emissão da LAI pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina corresponde à segunda etapa do processo. Conforme divulgado na cerimônia de fevereiro de 2026, o investimento deverá seguir as condicionantes definidas pelo órgão ambiental durante a implantação.
A análise técnica considera áreas distintas relacionadas à obra, ao destino dos materiais retirados e aos programas de monitoramento. Portanto, o acompanhamento se torna fundamental porque a intervenção ocupa uma área ampla e envolve estruturas terrestres e aquáticas.
A concessionária também apresentou o compromisso de melhorar as condições ambientais da área e cuidar da qualidade da água. Esse objetivo deverá ser acompanhado por indicadores técnicos, relatórios e fiscalização ao longo da implantação e da operação.
O que significa o “espírito de Mônaco” da Marina Beira-Mar Norte?
A expressão “espírito de Mônaco” descreve a ambição de combinar marina, vida urbana, gastronomia, lazer, turismo e paisagem em um único destino. João Luiz Félix utiliza essa referência para explicar que o complexo será frequentado por pessoas com diferentes interesses, incluindo moradores que desejam caminhar, comer, praticar esportes ou simplesmente observar a baía.
A comparação também aparece em debates sobre a economia do mar. Especialistas enxergam nas baías protegidas de Florianópolis um potencial favorável ao desenvolvimento de turismo náutico, serviços marítimos e infraestrutura voltada à navegação.
Entretanto, a referência a Mônaco funciona como conceito de posicionamento, e não como equivalência literal. Florianópolis possui escala, história, legislação e dinâmica urbana próprias. Por isso, o projeto deverá desenvolver uma identidade conectada à cultura catarinense e à paisagem da Ilha de Santa Catarina.
Quais experiências a Marina Beira-Mar Norte deverá oferecer?
A proposta inclui restaurantes, áreas comerciais, beach clubs, espaços para eventos e setores de convivência. Também aparecem possibilidades futuras de equipamentos culturais, como museu, aquário, teatro e cinema. Contempla também um shopping center integrado ao complexo, bem como a possibilidade futura de equipamentos culturais, como museu, aquário, teatro e cinema.
O parque deverá receber quadras, ciclofaixa, academia ao ar livre, playgrounds e áreas de contemplação. Além disso, a diversidade de usos pretende manter o espaço ativo durante diferentes horários e épocas do ano.
O projeto também prevê uma raia de competição em frente à marina, destinada a treinos, provas e eventos aquáticos. Com isso, a Baía Norte poderá receber atividades esportivas regulares e ampliar sua presença no calendário náutico nacional.
Para os navegadores, a principal experiência será atracar em uma marina estruturada junto ao centro da cidade. Em seguida, o visitante poderá acessar restaurantes, comércio, hotéis e serviços sem depender de longos deslocamentos terrestres.
Para os moradores, o projeto amplia a oferta de espaços livres junto ao mar. Assim, a marina poderá fazer parte da rotina de pessoas que não possuem embarcação, mas desejam caminhar, praticar esportes, acompanhar eventos ou contemplar o pôr do sol.
Como a Marina Beira-Mar Norte mudará a mobilidade de Florianópolis?
A mobilidade forma uma das dimensões mais relevantes do projeto. A região já possui calçadão, ciclovias, linhas de transporte coletivo e conexão com vias centrais. O novo parque deverá integrar essas estruturas e criar trajetos internos para pedestres e ciclistas.
Entre a cidade e o mar, um corredor verde organizará áreas arborizadas, caminhos e espaços de permanência. Juntamente com a rampa e o píer públicos, essa estrutura ampliará a convivência junto à água e criará uma transição mais agradável entre a avenida e a baía.
Atualmente, a Avenida Beira-Mar Norte concentra intenso fluxo de automóveis. Com a implantação do parque, a orla ganhará novas razões para ser percorrida a pé ou de bicicleta.
O planejamento municipal prevê integração com modais futuros, incluindo transporte marítimo e sistemas de transporte coletivo terrestre. A página oficial do projeto menciona vagas públicas destinadas a uma futura estrutura de transporte náutico, além da integração com o corredor de mobilidade da avenida.
Uma ligação marítima regular poderia conectar diferentes pontos da Ilha e do continente. Como resultado, moradores e visitantes ganhariam uma alternativa para deslocamentos que hoje dependem principalmente das pontes e das avenidas.
Esse modal também poderia fortalecer o turismo. Um passageiro hospedado em outra região da cidade teria a possibilidade de chegar à Beira-Mar Norte pela água, desembarcar junto ao parque e seguir a pé para o centro.

Por que a Marina Beira-Mar Norte fortalece a economia do mar em Florianópolis?
A economia do mar reúne atividades relacionadas à navegação, turismo, pesca, construção naval, portos, marinas, tecnologia, pesquisa, serviços ambientais e aproveitamento sustentável dos recursos costeiros.
Florianópolis possui condições naturais favoráveis a esse setor. A cidade combina baías protegidas, paisagens reconhecidas, tradição pesqueira, turismo consolidado, universidades, empresas de tecnologia e demanda por experiências de lazer.
Nesse contexto, a Marina Beira-Mar Norte poderá funcionar como infraestrutura de conexão entre diferentes agentes econômicos. Estaleiros, oficinas, empresas de turismo, escolas de navegação, restaurantes, hotéis, fornecedores e startups poderão atender a uma base maior de usuários.
A expectativa já alcança o mercado náutico nacional. Segundo João Luiz Félix, estaleiros procuram regularmente informações sobre a conclusão da marina, pois precisam planejar a produção e identificar onde seus clientes poderão manter as embarcações. Dessa forma, o projeto já começa a influenciar decisões comerciais antes mesmo de sua entrega.
Os eventos náuticos ganham um endereço central e visível. Regatas, feiras, exposições e encontros empresariais poderão aproximar o setor do público e ampliar a presença de Florianópolis no calendário nacional.
Para Juliano Richter Pires, o complexo deverá representar um “divisor de águas para Florianópolis”, ao movimentar turismo, serviços e economia enquanto devolve o mar ao cotidiano das pessoas.
Para o setor náutico, o avanço das licenças também representa uma mudança de mentalidade. A economia do mar passa a ocupar um lugar mais amplo no planejamento urbano, associada à geração de trabalho, ao turismo, à inovação e à inclusão produtiva.
A marina também poderá estimular novos serviços profissionais. Gestores de embarcações, marinheiros, técnicos, engenheiros, especialistas ambientais e equipes de atendimento encontrarão oportunidades ligadas à operação do complexo.
A Marina Beira-Mar Norte poderá influenciar o mercado imobiliário?
Grandes intervenções urbanas costumam alterar a percepção sobre o entorno. Parques, equipamentos culturais, sistemas de mobilidade e áreas de lazer podem tornar uma região mais desejada, desde que recebam manutenção adequada e mantenham boa integração com os bairros vizinhos.
Na Beira-Mar Norte, a criação de um parque com aproximadamente 140 mil metros quadrados e de um espelho d’água de grande escala poderá qualificar a paisagem observada por imóveis próximos. Além disso, gastronomia, lazer, eventos e infraestrutura náutica tendem a ampliar a conveniência da região.
Empreendimentos voltados para a água exercem influência sobre o mercado imobiliário em cidades como Barcelona e destinos do Mediterrâneo. Contudo, cada mercado responde de acordo com sua oferta, seu planejamento urbano, sua economia e seu perfil de compradores.
Em Florianópolis, a valorização dependerá do andamento das obras, da qualidade da execução, da conservação dos espaços públicos, da mobilidade e do equilíbrio entre atividade comercial e conforto residencial. Por isso, qualquer análise de investimento deve considerar o imóvel específico, a localização, a vista, o padrão construtivo e o horizonte de longo prazo.
Ainda assim, a transformação tende a reforçar a imagem da Beira-Mar Norte como endereço associado à qualidade de vida e à proximidade com o mar. Imóveis situados perto da Rua Bocaiúva, da Praça de Portugal e dos acessos ao futuro parque poderão ganhar uma nova camada de atratividade urbana.
Ainda assim, a transformação tende a reforçar a Beira-Mar Norte como endereço associado à qualidade de vida, mobilidade e proximidade com o mar. Nesse cenário, empreendimentos planejados para integrar moradia, cultura, comércio e espaço público passam a representar uma nova etapa da ocupação urbana da região.

Por que apartamentos e coberturas na Beira-Mar Norte ganham uma nova perspectiva?
A implantação da Marina Beira-Mar Norte tende a ampliar a atratividade dos imóveis localizados diante da nova orla. Apartamentos e coberturas voltados para a baía passarão a conviver com um parque público, áreas de lazer, gastronomia, mobilidade ativa e uma estrutura náutica de padrão internacional.
A transformação modifica a experiência de morar na região. A vista para o mar ganhará um novo cenário urbano, formado pelo espelho d’água, pelos píeres, pelas embarcações e pelos espaços públicos planejados para a convivência.
Nesse sentido, imóveis de frente para a futura marina poderão despertar o interesse de compradores que valorizam localização, paisagem, amplitude, privacidade e acesso imediato à infraestrutura da Beira-Mar Norte.
O que diferencia os apartamentos na Beira-Mar Norte?
Os apartamentos da Beira-Mar Norte ocupam uma das áreas mais consolidadas de Florianópolis. A região reúne serviços, comércio, restaurantes, escolas, centros médicos, áreas de lazer e acesso facilitado ao centro da cidade.
Com a chegada do parque e da marina, esse conjunto de conveniências tende a ganhar uma nova dimensão. Dessa forma, morar na avenida ou em suas quadras próximas permitirá combinar rotina urbana, contato com o mar e acesso a uma área pública renovada.
Entre os atributos mais procurados estão plantas amplas, suítes espaçosas, varandas voltadas para a baía, poucas unidades por andar, elevadores privativos e vagas de garagem compatíveis com imóveis de alto padrão.
Por que as coberturas em frente à marina são tão exclusivas?
As coberturas na Beira-Mar Norte reúnem características difíceis de reproduzir em outras regiões da cidade. A altura, a vista permanente, a amplitude e a privacidade colocam essas propriedades entre os imóveis mais desejados de Florianópolis.
Unidades com terraços, piscinas privativas, grandes áreas sociais e visão panorâmica da baía oferecem uma experiência residencial próxima à de uma casa suspensa.
Com a implantação da marina, a paisagem passará a incluir barcos, píeres, eventos náuticos e novas áreas verdes. Como resultado, as coberturas voltadas para esse cenário poderão adquirir uma percepção ainda mais singular no mercado de alto padrão.
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O que vem pela frente para a Marina Beira-Mar Norte?
A fase iniciada em 2026 concentra os trabalhos de implantação, organização do canteiro, preparação da área e execução das primeiras estruturas. Em seguida, o projeto avançará para o aterro, o paisagismo, os equipamentos públicos e os componentes da marina.
Ao longo desse período, a cidade deverá acompanhar mudanças graduais na paisagem. Novos contornos, acessos e estruturas começarão a revelar a dimensão do parque.
Além disso, cada etapa poderá ampliar o debate sobre transporte marítimo, turismo náutico, preservação da baía e desenvolvimento da economia do mar. A Marina Beira-Mar Norte tende a funcionar como catalisadora dessas discussões.
O início das obras já representa uma mudança concreta. Uma proposta debatida durante décadas passou a contar com licenças, alvará, concessionária e cronograma de implantação.
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