Regulação do Airbnb: Para quem tem imóvel em Florianópolis, isso é uma boa notícia.
Regulação do Airbnb já entrou no radar do investidor imobiliário no Brasil, e a pergunta surge quase de forma imediata: ainda vale a pena apostar em aluguel por temporada?
Em primeiro lugar, a resposta exige menos emoção e mais leitura de cenário. O movimento regulatório avança, mas não de forma uniforme. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador já discutem ou aplicam regras específicas, enquanto outras acompanham de perto.
Nesse contexto, Florianópolis não está à margem. Pelo contrário. A cidade se tornou o principal polo de hospedagem via plataformas no país, concentrando volume, demanda e atenção regulatória. Isso muda o jogo.
A leitura mais apressada tende a enxergar risco. No entanto, o investidor mais atento começa a perceber outra dinâmica: a regulação não elimina o mercado, ela reorganiza. E, ao fazer isso, cria um ambiente mais favorável para quem opera com estratégia, padrão e consistência.
O Airbnb está sendo regulado no Brasil. Em Florianópolis, isso muda tudo, mas não da forma que você está pensando.

O que está acontecendo sobre a Regulação do Airbnb no contexto nacional
O avanço da regulação cidade a cidade
A regulação do aluguel por temporada avança de forma descentralizada. Cada município define suas próprias regras, o que cria um cenário fragmentado, mas progressivo.
Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador discutem ou já implementam medidas como cadastro obrigatório de anfitriões, cobrança de ISS sobre diárias e restrições em imóveis de interesse social. Em Salvador, por exemplo, a prefeitura já estruturou a cobrança após mapear mais de 9 mil imóveis nas plataformas.
Outro ponto relevante vem do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu que condomínios podem restringir o aluguel de curto prazo por meio de convenção condominial. Isso introduz uma variável importante na análise de novos investimentos.
Reforma tributária e novos impostos sobre aluguéis
A partir de 2026, a Lei Complementar 214/2025 institui o IBS e a CBS, substituindo tributos como ISS, PIS e Cofins. No caso das locações de curta duração, existe a possibilidade de enquadramento como serviço de hotelaria, o que altera a estrutura tributária.
Há, porém, um recorte importante. Pessoas físicas com até três imóveis e faturamento anual inferior a R$ 240 mil permanecem fora dessa incidência. Já investidores com maior escala precisam reavaliar sua estrutura.
Um ponto que permanece inalterado: o financiamento imobiliário residencial segue isento de IOF. A porta de entrada no ativo continua aberta, sem o aumento de custo nessa etapa.


Sobre a regulação do Airbnb em Florianópolis e Santa Catarina: o que está em curso?
Florianópolis: epicentro do debate
Florianópolis concentra hoje o maior volume de hospedagens via plataformas no país. São mais de 30 mil imóveis disponíveis apenas no Airbnb, consolidando a cidade como referência nacional nesse modelo.
O impacto econômico é expressivo. Em 2024, o Airbnb movimentou cerca de R$ 4,7 bilhões na economia local, representando mais de 20% de todo o volume gerado na região Sul. Esse fluxo não se limita à hospedagem. Para cada R$ 10 gastos por visitantes, outros R$ 52 circulam em setores como gastronomia, transporte e comércio.
No mercado tradicional, o reflexo também aparece. O valor médio do aluguel residencial atingiu R$ 54,97 por metro quadrado, com crescimento superior a 10% em um ano, posicionando a cidade entre as mais valorizadas do país.
O projeto de lei em tramitação
Na Câmara Municipal de Florianópolis, o PL 19534/2025 propõe regras específicas para o setor. O projeto define hospedagem de curta temporada como locações entre 1 e 90 dias e estabelece obrigações como cadastro municipal, registro no CADASTUR e obtenção de alvará.
Também prevê que plataformas com sede fora da cidade passem a reter e repassar ISS ao município, além de exigir relatórios periódicos com dados operacionais.
O projeto ainda está em tramitação, sem aprovação final. No entanto, ele já funciona como referência para outros municípios do estado, que observam o movimento antes de avançar com legislações próprias.

O lado positivo: por que a regulação do Airbnb pode ser boa para o investidor
A mudança mais relevante não está na regra, mas no efeito que ela produz no mercado.
A regulação do Airbnb tende a afastar operações amadoras, que operam sem padrão, sem regularização e sem consistência. Com isso, imóveis bem localizados, bem apresentados e bem geridos passam a se destacar com mais clareza.
A redução da concorrência de baixa qualidade cria um ambiente mais saudável. Ao mesmo tempo, a formalização traz previsibilidade jurídica, algo que o investidor profissional valoriza.
Existe ainda um impacto direto no preço. Com oferta mais controlada e demanda turística crescente, o valor das diárias tende a se ajustar para cima.
Os dados reforçam essa leitura. Mesmo com o avanço do debate regulatório, o Airbnb registrou crescimento superior a 20% nas noites reservadas e 17% em novos usuários no final de 2025.
A regulação do Airbnb não irá destruir o mercado.
Ela filtra quem não deveria estar nele.
E para você, investidor sério, isso é notícia boa.

Alternativas e caminhos para o investidor
Continuar com aluguel de curto prazo: agora como operação, não improviso
A locação por temporada não desaparece com a regulação. Ela muda de nível. Em vez de um modelo acessível a qualquer proprietário, passa a exigir estrutura mínima e consistência operacional.
A regularização deixa de ser detalhe burocrático e se torna posicionamento. Cadastro municipal, alvará e registro no CADASTUR não apenas permitem operar, mas criam uma barreira de entrada que favorece quem se antecipa.
Além disso, a gestão ganha protagonismo. Imóveis com boas fotos, descrição precisa, precificação dinâmica e atendimento ágil passam a performar melhor em um ambiente mais seletivo. A diferença entre ocupar e performar começa exatamente aí.
Migrar para médio prazo: uma zona mais silenciosa e estratégica
O aluguel entre 30 e 90 dias surge como uma alternativa menos exposta à regulação do Airbnb, agora mais rígida. Esse modelo atende um público específico, mas crescente: nômades digitais, profissionais em projetos temporários e famílias em transição.
Esse tipo de locação reduz a rotatividade e, consequentemente, o custo operacional. Menos trocas significam menos limpeza, menos desgaste e uma gestão mais previsível.
Ao mesmo tempo, mantém uma rentabilidade interessante, especialmente em uma cidade como Florianópolis, onde a demanda por estadias prolongadas acompanha o crescimento do trabalho remoto e da mobilidade.
Aluguel anual: previsibilidade em um mercado aquecido para fugir da regulação
O mercado tradicional de locação em Florianópolis vive um momento de forte demanda. Com um dos metros quadrados mais valorizados do país, a cidade apresenta baixa vacância, especialmente em bairros consolidados.
Nesse cenário, o aluguel anual se posiciona como uma alternativa de estabilidade. A receita se torna previsível, e a necessidade de gestão operacional praticamente desaparece.
Não há o potencial de ganho variável do curto prazo, mas há segurança. E, para muitos perfis de investidor, isso é parte essencial da estratégia.

Estruturação via pessoa jurídica: eficiência e escala
Para quem opera com mais de três imóveis ou atinge faturamento mais elevado, a estrutura via pessoa jurídica deixa de ser opcional e passa a ser estratégica.
A possibilidade de aproveitamento de créditos de IBS e CBS sobre despesas operacionais, como limpeza, manutenção e taxas de plataformas, altera a lógica tributária. O que antes era custo integral passa a ser parcialmente compensado.
Além disso, estruturas como holding familiar ou SPE oferecem proteção patrimonial e organização da operação, especialmente em cenários de crescimento.
Fundos imobiliários e CRI: exposição sem operação
Nem todo investidor quer lidar com operação, hóspedes ou gestão. Para esse perfil, instrumentos como fundos imobiliários e CRIs oferecem acesso ao setor de forma indireta.
Os CRIs, em particular, mantiveram isenção de imposto de renda para pessoa física em 2026, o que reforça sua atratividade frente a outros produtos que perderam benefícios fiscais.
Nesse caso, o retorno vem sem fricção operacional. Menos controle, mas também menos complexidade.

E agora como fica financiar e alugar em Florianópolis em 2026?
O fundamento que sustenta o investimento em Florianópolis permanece intacto. A demanda turística da cidade não é conjuntural, mas estrutural. Ela se apoia em fatores que não mudam com regulação: geografia limitada, qualidade de vida e fluxo constante de visitantes ao longo do ano.
O que se transforma é o nível de exigência. O mercado deixa de absorver qualquer tipo de operação e passa a selecionar. Imóveis bem localizados, bem estruturados e bem geridos continuam performando. Já operações improvisadas tendem a perder espaço de forma natural.
Nesse cenário, o financiamento imobiliário mantém seu papel como porta de entrada. A isenção de IOF nas operações residenciais preserva a atratividade inicial do investimento, sem adicionar custo tributário na aquisição.
Ao mesmo tempo, o ambiente macroeconômico exige leitura mais refinada
A Selic elevada comprime margens em um primeiro momento, mas Florianópolis compensa com diárias acima da média nacional e uma valorização consistente do metro quadrado ao longo do tempo.
O argumento evolui. Antes, entrar no mercado era simples e amplamente acessível. Agora, exige estratégia. E essa mudança altera a dinâmica competitiva. Menos participantes despreparados, mais espaço para quem entende o jogo.
Nesse contexto, a decisão deixa de ser apenas sobre comprar um imóvel. Passa a ser sobre como estruturar esse ativo para performar dentro de um mercado mais profissional. É exatamente nesse ponto que a orientação faz diferença.
Concluindo sobre a regulação do Airbnb,
Por fim, a regulação do Airbnb no Brasil não representa uma ruptura, mas um processo natural de maturação do mercado. Em Florianópolis, esse movimento tende a organizar o setor, elevar o padrão das operações e reduzir distorções que, até então, conviviam com o crescimento acelerado da demanda.
O investidor preparado passa a operar em um ambiente mais limpo. Menos concorrência desestruturada, mais previsibilidade jurídica e uma valorização maior de quem entrega qualidade. Nesse contexto, a regulação deixa de ser um risco e se transforma em filtro. Um filtro que separa quem improvisa de quem constrói operação.
Ao mesmo tempo, as alternativas continuam abertas. Curto prazo profissional, médio prazo estratégico, locação anual ou estruturas mais sofisticadas. O caminho existe, mas exige leitura, decisão e execução.
Você já tem imóvel para alugar em Florianópolis? Como está pensando em se adaptar?
Perguntas Frequentes sobre a Regulação do Airbnb
O Airbnb vai ser proibido em Florianópolis?
Não. O PL 19534/2025 propõe uma regulamentação, não uma proibição. A intenção é organizar o mercado por meio de cadastro, fiscalização e tributação. O modelo de aluguel por temporada continua permitido, desde que dentro das regras estabelecidas com a nova regulação do Airbnb.
Ainda vale a pena ter imóvel para temporada em Florianópolis?
Sim. Florianópolis segue como a cidade mais procurada do Brasil em plataformas de hospedagem. A tendência é que a regulação reduza a concorrência de baixa qualidade, criando um ambiente mais favorável para imóveis bem posicionados e bem geridos.
O que muda na tributação do aluguel por temporada em 2026?
A Lei Complementar 214/2025 institui o IBS e a CBS, que podem incidir sobre locações de curta duração. No entanto, pessoas físicas com até três imóveis e faturamento inferior a R$ 240 mil por ano permanecem isentas. Acima desse limite, passa a ser necessário um planejamento tributário mais estruturado.
Quais são as alternativas a regulação do Airbnb para quem tem imóvel em Florianópolis?
Existem diferentes caminhos. O aluguel de médio prazo, entre 30 e 90 dias, atende novos perfis de demanda. O aluguel anual oferece previsibilidade de receita. Também é possível estruturar a operação via pessoa jurídica ou investir indiretamente por meio de fundos imobiliários e CRIs, para quem prefere não lidar com gestão operacional.
O financiamento bancário ficou mais caro com as mudanças de IOF?
Não no caso de imóveis residenciais. O financiamento imobiliário continua isento de IOF, mantendo a mesma estrutura de entrada para quem deseja adquirir um imóvel.

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