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Por quatro anos seguidos, Balneário Camboriú foi sinônimo de recorde. Recorde de metro quadrado, recorde de arranha-céus, recorde de valorização. Em maio de 2026, pela primeira vez desde que essa sequência começou, a cidade perdeu o posto de m² mais caro do país.
Não para uma capital grande, não para São Paulo ou Rio, para a vizinha Itapema, a poucos minutos de distância pela BR-101.
Isso não significa que o mercado quebrou. Significa que ele mudou de fase. E entender essa mudança é o primeiro passo para enxergar onde está a oportunidade agora. Inclusive, e principalmente, em Florianópolis.

Segundo o Índice FipeZAP de junho de 2026, o ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil ficou assim:
| Cidade | Preço médio do m² |
|---|---|
| Itapema (SC) | R$ 15.226 |
| Balneário Camboriú (SC) | R$ 15.215 |
| Vitória (ES) | R$ 14.965 |
| Florianópolis (SC) | R$ 13.288 |
| Itajaí (SC) | R$ 13.208 |
A diferença entre Itapema e BC é pequena, praticamente um empate técnico. Mas o dado que chama atenção é outro. No acumulado de 12 meses (maio de 2025 a maio de 2026), Balneário Camboriú valorizou apenas 2,94%. O terceiro pior desempenho entre as 56 cidades monitoradas pelo índice.
Para efeito de comparação, a inflação (IPCA) no mesmo período foi de 4,77% e a média do Índice FipeZAP entre todas as cidades ficou em 5,59%. Na prática, os imóveis em BC perderam valor real, cresceram menos do que o custo de vida subiu.
Vale contextualizar antes de tirar conclusões precipitadas. A economista Paula Reis, responsável pelo Índice FipeZAP no DataZAP, já vinha apontando que o ritmo de valorização de Balneário Camboriú vinha perdendo força. Um comportamento típico do ciclo imobiliário. O boom de BC teve um pico de valorização anual de cerca de 25% em abril de 2022, no auge do fenômeno pós-pandemia. De lá para cá, a tendência tem sido de desaceleração gradual, com platôs e picos pontuais.
Isso é, em boa parte, uma acomodação natural. Projetos imobiliários levam anos entre a concepção e a entrega. Então o pico de lançamentos costuma chegar justamente quando a demanda já perdeu parte do fôlego, seja pelos juros ainda elevados no crédito. Ou ainda por um comprador mais seletivo depois de anos de alta consecutiva. Some a isso a escassez cada vez maior de terrenos na orla de BC. Como resultado, um mercado que continua saudável. Mas que já não tem o mesmo espaço físico para repetir o crescimento vertiginoso dos últimos anos.
A resposta mais direta para “quem ficou com a liderança” é Itapema. A cidade vizinha vive um momento de forte expansão, puxado por obras estruturantes, como o alargamento da praia, que amplia a faixa de areia e, segundo estudos internacionais de avaliação imobiliária, tende a valorizar diretamente os empreendimentos de frente-mar. Sendo assim, no acumulado de 12 meses, Itapema registrou valorização de 8,10%. Contra 3,92% de Balneário Camboriú no mesmo levantamento, quase o dobro.
Ou seja: o capital que antes se concentrava quase que exclusivamente em BC começou a buscar novas fronteiras dentro do próprio litoral catarinense. Isso é, inclusive, um sinal de maturidade regional. Santa Catarina como um todo segue sendo protagonista nacional (quatro das cinco cidades mais caras do Brasil no ranking atual são catarinenses), só que a demanda está mais distribuída do que antes.

Itapema captou parte do fluxo migratório de capital. Mas há outra cidade catarinense que oferece algo que nem Itapema nem Balneário Camboriú conseguem replicar: Florianópolis.
Olhando o mesmo ranking, Florianópolis aparece na 4ª posição nacional, com m² médio de R$ 13.288, cerca de 13% mais barato que o m² de Itapema e Balneário Camboriú. Isso significa que, na prática, um imóvel de padrão construtivo e acabamento equivalente ao que se vende em BC pode sair sensivelmente mais barato em Florianópolis, simplesmente por estar em outra cidade. E ainda assim manter os mesmos fundamentos de valorização de longo prazo: escassez de terrenos, forte demanda turística, e um Plano Diretor que limita a verticalização em diversas áreas nobres.
Só que o diferencial de Florianópolis não é apenas o preço. É o que vem junto com ele:

R$ 13.900.000

R$ 2.780.000

R$ 3.235.000

R$ 2.370.000

R$ 6.350.000

R$ 13.990.000

R$ 3.200.000

R$ 7.200.000
É aqui que a conta fica interessante para quem vem de São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília. Levantamentos recentes de custo de vida mostram que o custo individual mensal em Florianópolis já é comparável ser bem menor do que em São Paulo.
Em itens específicos, a diferença é ainda mais expressiva: uma escola particular de bom nível custa, em média, entre R$ 1.200 e R$ 2.500 por mês em Florianópolis, contra R$ 2.000 a R$ 4.000 em bairros bem localizados de São Paulo. Para uma família com dois filhos, isso pode representar uma economia de R$ 2.000 a R$ 3.000 por mês só nesse item.
Some a isso o fato de que boa parte do lazer em Florianópolis, praia, trilha, esportes ao ar livre, tem custo baixo ou nulo. Enquanto em São Paulo o lazer urbano (cinema, shopping, restaurantes) tende a pesar mais no orçamento mensal e na qualidade de vida.
O padrão que se repete é o seguinte: famílias que já se mudaram para Florianópolis, com renda estabelecida ou trabalho remoto, e que ainda precisam viajar ocasionalmente a São Paulo, Rio ou Brasília a trabalho, observam a tendência da mesma sensação. A base em Floripa rende mais qualidade de vida no dia a dia, com um custo total sensivelmente menor do que manter a mesma rotina nessas capitais.
Não é sobre abrir mão de nada. É uma escolha otimizada: mantém-se a conexão com os grandes centros quando necessário, mas a vida acontece em um lugar mais barato e, para a maioria das famílias, mais agradável de se viver.

R$ 2.990.000

R$ 3.400.000

R$ 4.950.000

R$ 2.400.000

R$ 9.500.000

R$ 4.000.000

R$ 4.834.000

R$ 5.490.000
O momento de desaceleração em Balneário Camboriú não é motivo para alarme, mas é um convite à reflexão para quem está avaliando onde alocar capital no litoral catarinense. Itapema capturou parte da demanda com sua nova orla.
Florianópolis, por sua vez, segue como a opção que combina um preço por metro quadrado mais competitivo dentro do próprio estado com fundamentos de valorização estruturais e uma proposta de qualidade de vida que vai muito além do imóvel em si.
Se você está comparando cidades do litoral catarinense para comprar ou investir, vale considerar não apenas o preço do metro quadrado hoje, mas o que vem junto com ele. Entre em contato para conhecer oportunidades em Florianópolis alinhadas ao seu perfil e objetivo.

R$ 2.790.000

R$ 6.500.000

R$ 4.299.000

R$ 2.000.000

R$ 6.580.000

R$ 7.800.000

R$ 6.980.000

R$ 5.990.000
Não há sinais de crise. Os dados indicam uma desaceleração natural do ciclo de valorização, após anos de crescimento acelerado, combinada com escassez de terrenos na orla e maior seletividade dos compradores.
Itapema vive um momento de forte valorização puxado por obras estruturantes, como o alargamento da praia, e por sua localização estratégica na BR-101, atraindo capital que antes se concentrava majoritariamente em BC.
Sim. Segundo o Índice FipeZAP de junho de 2026, o m² médio em Florianópolis é cerca de 13% mais barato que em Balneário Camboriú e Itapema, mantendo padrão construtivo elevado e fundamentos de valorização sólidos.
Depende do objetivo. Para quem busca o mesmo padrão de imóvel por um preço menor, aliado a qualidade de vida, natureza e um ecossistema de tecnologia em expansão, Florianópolis se torna uma alternativa competitiva dentro do próprio estado.
Para famílias com renda estabelecida ou trabalho remoto, o custo de vida em Florianópolis pode ser equivalente ou menor que o de São Paulo em itens como educação e lazer, com ganho expressivo em qualidade de vida.

R$ 3.400.000

R$ 8.900.000

R$ 14.800.000

R$ 7.500.000

R$ 7.790.000

R$ 3.456.000

R$ 2.990.000

R$ 15.000.000
Por fim, Balneário Camboriú não perdeu relevância, mas entrou em uma nova fase. A cidade segue como um dos grandes símbolos do mercado imobiliário de luxo no Brasil, porém já não opera com o mesmo ritmo de valorização explosiva observado nos anos anteriores.
Além disso, a ascensão de Itapema e a força de Florianópolis mostram que Santa Catarina deixou de depender de um único polo imobiliário. O capital se distribuiu, o comprador ficou mais técnico e as oportunidades passaram a exigir uma leitura mais sofisticada.
Dessa forma, quem avalia comprar no litoral catarinense deve olhar além do ranking do metro quadrado. Balneário Camboriú continua forte, Itapema vive expansão e Florianópolis surge como uma alternativa especialmente estratégica para quem busca qualidade de vida, preço relativo mais competitivo e fundamentos sólidos de valorização.
Ou seja, a era de ouro de Balneário Camboriú não acabou; ela amadureceu, e esse novo ciclo favorece compradores capazes de comparar cidades, analisar fundamentos e escolher imóveis com inteligência patrimonial.

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Sou especialista em imóveis de luxo, alto padrão e investimentos imobiliários no Sul do Brasil. Reconhecida pelo atendimento premium e bilíngue, acompanho cada cliente desde a primeira busca até a entrega das chaves, conectando compradores e investidores aos empreendimentos mais exclusivos da ilha, de Jurerê Internacional ao Campeche, passando por Cacupé, João Paulo e Praia Brava. Fundadora da Luxury Home Floripa, acumulo mais de R$ 320 milhões em vendas ao longo de cinco anos de atuação no mercado imobiliário de alta renda. Aqui compartilho análises sobre o mercado de luxo em Florianópolis, lançamentos de alto padrão, tendências de valorização e tudo o que um comprador exigente precisa saber antes de tomar uma decisão patrimonial relevante. Também compartilho insights e novidades sobre o estilo de vida que cerca esse universo: mundo náutico, gastronomia, eventos, esportes e tudo o que conecta Florianópolis ao mundo do alto padrão.

