20 melhores hotéis do Brasil, segundo o Guia MICHELIN
Os 20 melhores hotéis do Brasil em 2025 escolhidos pelo Guia MICHELIN compõem uma seleção inédita, baseada em critérios técnicos aplicados por inspetores experientes. A primeira edição do selo Chave MICHELIN aqui no país valorizou o que há de mais consistente e singular na hotelaria nacional. Dessa forma, revelou estabelecimentos que traduzem excelência não apenas pela estrutura, mas principalmente pela coerência entre serviço, identidade e atmosfera.
São hotéis que, mesmo em propostas distintas, têm em comum a capacidade de receber com sensibilidade. Seja em centros urbanos dinâmicos ou em refúgios inseridos na natureza.
Sendo assim, cada escolha da lista refletiu verdadeiramente o novo olhar sobre o luxo contemporâneo: silencioso, intencional e com valor duradouro.
O que são as Chaves MICHELIN e como funcionam?
Antes de tudo, é importante entender que as Chaves MICHELIN são equivalentes às famosas Estrelas MICHELIN, porém voltadas exclusivamente ao setor hoteleiro.
A princípio, o sistema classifica os hotéis mais excepcionais do mundo, atribuindo de uma a três Chaves, conforme a experiência, autenticidade, serviço e ambiente oferecidos.

Assim como as Estrelas MICHELIN consagram os restaurantes de maior relevância gastronômica, as Chaves MICHELIN reconhecem hotéis que oferecem experiências completas, com base em:
- Consistência do serviço
- Qualidade do acolhimento
- Autenticidade do local
- Arquitetura, design e integração ao entorno
- Valor da experiência sensorial como um todo
A pontuação vai de uma a três Chaves, sendo que, nesta estreia brasileira, foram distinguidos:
2 hotéis com duas Chaves MICHELIN;
2 hotéis com três Chaves MICHELIN;
16 hotéis com uma Chave MICHELIN.
Quais são os hotéis brasileiros com três Chaves MICHELIN?
1. Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel – Foz do Iguaçu (PR)
Situado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, o Hotel das Cataratas é o único hotel instalado em uma área de preservação ambiental com acesso direto às quedas. Sendo assim, a localização permite que os hóspedes explorem as trilhas e observem as cataratas fora dos horários de visitação pública, com maior privacidade e liberdade de circulação. Ou seja, esse acesso estendido transforma a relação com o lugar, que deixa de ser ponto turístico e se torna extensão da estadia.
O edifício em estilo colonial preserva a volumetria original e adota soluções discretas de modernização. Cercado pela vegetação da Mata Atlântica, o hotel oferece áreas externas silenciosas, com jardins bem cuidados e varandas. Bem como, piscina central e espreguiçadeiras dispostas em pontos estratégicos. As suítes foram desenhadas com foco em conforto térmico e visual, utilizando materiais naturais, mobiliário em madeira e tecidos leves.
Por fim, o restaurante valoriza ingredientes brasileiros em receitas de base clássica, com foco na sazonalidade. O spa opera com produtos orgânicos e a equipe atua com regularidade, mantendo o padrão Belmond de atendimento. Concluindo, a experiência é construída com equilíbrio entre estrutura, natureza e ritmo — e esse alinhamento integral justifica a distinção máxima recebida no Guia MICHELIN.













2. Rosewood São Paulo – São Paulo (SP)
Instalado no complexo Cidade Matarazzo, a poucos metros da Avenida Paulista, o Rosewood São Paulo combina arquitetura histórica com linguagem contemporânea. O projeto une uma antiga maternidade restaurada a uma torre de traços ousados, assinada pelo arquiteto Jean Nouvel, envolta por vegetação nativa da Mata Atlântica.
Já os interiores, concebidos por Philippe Starck em colaboração com artesãos e artistas brasileiros, formam uma coleção coesa de formas, texturas e ritmos visuais. A integração entre arte, privacidade e serviço resulta em uma experiência precisa, com ambientação sensorial controlada e atenção permanente aos detalhes. É uma hospedagem que se distingue pela fluidez e pela forma como ocupa o espaço com autenticidade.
Quais hotéis receberam duas Chaves MICHELIN?
4. Copacabana Palace, A Belmond Hotel – Rio de Janeiro (RJ)
Inaugurado em 1923, o Copacabana Palace mantém sua posição como um dos hotéis mais consistentes do Brasil. Situado em frente à orla de Copacabana, ocupa uma construção em estilo neoclássico que foi totalmente restaurada, preservando sua relevância arquitetônica e simbólica.
A estrutura inclui restaurante premiado, spa, piscina semiolímpica e suítes com vista frontal para o mar. O serviço opera com precisão e discrição, preservando a tradição do hotel sem perder a conexão com padrões contemporâneos. A distinção com duas Chaves MICHELIN reflete a constância de uma operação que permanece relevante há mais de um século.

5. Palácio Tangará – São Paulo (SP)
Localizado junto ao Parque Burle Marx, o Palácio Tangará oferece uma hospedagem de padrão internacional em meio a uma das áreas mais verdes da capital paulista. O projeto arquitetônico valoriza os espaços abertos, com amplas varandas, ambientes bem iluminados e vista para a vegetação nativa.
O hotel conta com spa, piscina climatizada, restaurante com assinatura gastronômica e suítes amplas com acabamentos de alto padrão. A operação equilibra formalidade e descrição, com foco na experiência completa do hóspede, desde a chegada até o check-out. Receber duas Chaves MICHELIN reforça o alinhamento entre proposta, execução e consistência.

Hotéis brasileiros com uma Chave MICHELIN
Quando a hospitalidade está em equilíbrio com o entorno:
5. Botanique Hotel & Spa – Campos do Jordão (SP)
Situado na Serra da Mantiqueira, entre Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal, o Botanique propõe um modelo de hospedagem centrado no conforto, no silêncio e na integração com a paisagem. A arquitetura utiliza materiais locais, como pedra, madeira e vidro, criando uma atmosfera de interior sofisticado, sem excessos.
O hotel opera com número reduzido de acomodações e oferece spa com tratamentos personalizados, trilhas privativas e cozinha de ingredientes sazonais. As áreas comuns preservam a privacidade dos hóspedes, com vistas abertas para as montanhas e ritmo desacelerado.

6. Fasano Boa Vista – Porto Feliz (SP)
A cerca de uma hora da capital paulista, o Fasano Boa Vista está inserido em uma propriedade de mais de mil hectares, com campos, lagos e áreas de mata preservada. O projeto arquitetônico valoriza linhas horizontais, integração com a paisagem e o uso de materiais naturais.
O hotel dispõe de campo de golfe, hípica, spa, piscinas e restaurante. As suítes são amplas e voltadas para a vista. A estrutura foi pensada para oferecer conforto em regime de baixa densidade, com privacidade e serviços operados com regularidade. A experiência é reforçada pela consistência da marca Fasano na condução de detalhes técnicos e operacionais.

7. Awasi Santa Catarina – Governador Celso Ramos (SC)
Com muito orgulho, apresentamos o catarinense com apenas 13 vilas distribuídas entre o oceano e a mata atlântica preservada. O Awasi Santa Catarina oferece uma proposta de hospedagem totalmente personalizada. Cada acomodação conta com carro e guia privativo, o que permite criar roteiros sob medida, com foco em trilhas, praias isoladas, gastronomia local e história da região.
O projeto arquitetônico adota soluções de baixo impacto, com madeira certificada, telhados verdes e vista ampla para a natureza. A operação funciona no sistema all-inclusive, mas com ritmo flexível e atenção individual. O hotel é o primeiro da marca sul-americana no Brasil.



8. Txai Resort – Itacaré (BA)
Em uma propriedade de 100 hectares à beira-mar, o Txai oferece bangalôs individuais distribuídos entre coqueirais e áreas de mata nativa. As unidades foram projetadas com estrutura elevada e materiais naturais, respeitando a topografia e promovendo conforto térmico e visual.
O hotel conta com spa, restaurante de cozinha brasileira contemporânea, piscina com vista para o mar e trilhas dentro da propriedade. Bem como, o serviço tem ritmo preciso, com foco no bem-estar integral dos hóspedes. Por fim, a proposta combina hospitalidade consistente e integração com o ambiente natural.

9. Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort – Barra de São Miguel (AL)
Localizado entre a mata e o mar, o Kenoa Resort adota uma arquitetura de linhas discretas e materiais naturais, como pedra, madeira e concreto aparente. Dessa forma, as acomodações foram projetadas para oferecer privacidade e vista aberta para o oceano, com varandas, piscinas privativas e acesso direto à praia.
A operação é enxuta e precisa. O restaurante valoriza ingredientes regionais em receitas contemporâneas, e o spa oferece tratamentos voltados ao relaxamento e à recuperação do ritmo natural. Bem como, o ambiente é silencioso, a circulação é livre de interferências visuais, e o atendimento se mantém próximo sem ser invasivo.

Cidades que acolhem com elegância
10. Emiliano São Paulo – São Paulo (SP)
Em plena Rua Oscar Freire, o Emiliano mantém um padrão de serviço reconhecido há mais de duas décadas. A fachada vertical em cobogós de vidro garante controle de luminosidade e privacidade, enquanto o interior adota estética limpa, com uso de madeira clara, mármore e mobiliário de design brasileiro.
O restaurante, o spa urbano e a sala de eventos seguem o mesmo princípio de operação centrada no hóspede. Além disso, a equipe atua com precisão e discrição, e o ambiente é construído para atender tanto visitantes frequentes quanto hóspedes em primeira estada, sem variações no nível de entrega.

11. Fasano São Paulo – São Paulo (SP)
Localizado no bairro dos Jardins, o Fasano São Paulo mantém sua identidade desde a inauguração, com arquitetura de Isay Weinfeld e Marcio Kogan. Sendo assim, o edifício de tijolos escuros e interiores em tons sóbrios abriga suítes amplas, restaurante, spa e bar com programação musical regular.
O serviço é operado com padrão constante, sem excessos, e a experiência do hóspede é conduzida com foco na continuidade. Como resultado, a presença da marca no destino, a valorização do tempo e o entendimento das necessidades individuais fazem deste hotel uma referência sólida na capital paulista.

12. Pulso Hotel Faria Lima – São Paulo (SP)
Em um dos endereços corporativos mais dinâmicos da cidade, o Pulso adota um conceito de hotelaria contemporânea, ou seja, com foco em tecnologia, design e serviços sob demanda. O projeto arquitetônico valoriza iluminação natural, integração com a paisagem urbana e flexibilidade nos espaços.
As áreas comuns foram planejadas para uso compartilhado e silencioso, enquanto as acomodações priorizam funcionalidade e conforto. A operação é enxuta, com soluções digitais e atendimento personalizado, voltado a um perfil de hóspede que busca eficiência e autonomia.

13. Fasano Salvador – Salvador (BA)
Com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o Fasano Salvador ocupa parte de um edifício histórico restaurado no centro da capital baiana. O projeto preservou elementos da arquitetura original e integrou soluções contemporâneas em acabamento, bem como, mobiliário e iluminação.
O hotel conta com piscina no rooftop, restaurante com foco em ingredientes locais e suítes voltadas ao mar. A operação mantém o padrão da marca com adaptações ao ritmo e à cultura da cidade, como resultado, uma experiência coerente com o entorno e alinhada à proposta da rede.

14. Fera Palace Hotel – Salvador (BA)
Inspirado na arquitetura art déco, o Fera Palace foi totalmente restaurado para abrigar um hotel com estrutura contemporânea em uma das regiões mais emblemáticas do centro histórico de Salvador. Os interiores mantêm a elegância do traço original, ou seja, com soluções discretas de modernização.
A estrutura inclui piscina, bar e restaurante no terraço com vista panorâmica, além de áreas comuns com pé-direito alto e iluminação natural abundante. Por fim, o serviço atua com precisão e agilidade, e o projeto valoriza tanto hóspedes a lazer quanto em trânsito corporativo.

Refúgios com foco na identidade
15. Carmel Taíba Exclusive Resort – Taíba (CE)
Instalado em frente ao mar, a cerca de uma hora de Fortaleza, o Carmel Taíba oferece suítes espaçosas, todas com vista panorâmica. Sendo assim, a arquitetura valoriza a horizontalidade, com linhas que seguem o relevo natural e ambientes abertos à ventilação cruzada.
O resort opera com foco em privacidade, com áreas comuns silenciosas e atendimento individualizado. A gastronomia trabalha com insumos da região e o spa oferece tratamentos de bem-estar com influência oriental. Por fim, a localização e o projeto proporcionam uma estadia voltada à contemplação e ao descanso.

16. Toca da Coruja – Tibau do Sul (RN)
Na Praia da Pipa, a Toca da Coruja reúne bangalôs cercados por vegetação tropical, em uma área preservada e com acesso restrito. Dessa forma, os interiores privilegiam materiais naturais e iluminação indireta, criando ambientes reservados em conexão com o entorno.
O restaurante oferece cardápio autoral com foco em ingredientes frescos, e as áreas comuns mantêm uma proposta acolhedora, sem interferências visuais. O atendimento é informal, porém atento, e o ritmo da operação acompanha o estilo de estadia de quem busca isolamento com conforto.

17. Fasano Angra dos Reis – Angra dos Reis (RJ)
Com acesso direto à marina e cercado por vegetação nativa, o Fasano Angra dos Reis foi projetado para integrar-se ao litoral com discrição. Sendo assim, o edifício principal abriga suítes com varanda, spa, restaurante e bar. Há ainda residências privativas e estrutura náutica completa.
A proposta do hotel favorece deslocamentos curtos, horários flexíveis e permanência prolongada. O atendimento é feito por equipe enxuta, ou seja, com foco em continuidade e privacidade. A localização estratégica e a consistência da marca garantem uma estadia segura e confortável.

18. Barracuda Hotel & Villas – Itacaré (BA)
Com projeto que combina madeira, concreto e vidro, o Barracuda apresenta uma estética contemporânea aplicada a um contexto litorâneo. O hotel principal fica de frente para o mar, enquanto as villas privativas estão localizadas em áreas mais reservadas, com serviço independente.
A proposta valoriza a convivência em áreas comuns bem resolvidas e experiências personalizadas ligadas à natureza e à cultura local. O atendimento é próximo, sem formalismos, e o clima geral da operação favorece um ritmo de estadia menos estruturado, mas tecnicamente eficiente.

19. Hotel Santa Teresa Rio MGallery – Rio de Janeiro (RJ)
No bairro de Santa Teresa, o hotel ocupa um casarão histórico adaptado, com suítes distribuídas ao redor de jardins internos. Bem como, a vista para a cidade e o mar complementa o projeto, que combina peças de design brasileiro com objetos garimpados de coleções antigas.
A operação mantém uma lógica de refúgio urbano, com foco em desaceleração e conforto. O restaurante, o bar e o spa funcionam em ambientes integrados e silenciosos. A localização permite fácil acesso ao centro e à zona sul, ou seja, mantendo o hotel em uma área residencial e pouco movimentada.

20. Fasano Trancoso – Trancoso (BA)
Localizado a poucos metros do Quadrado, o Fasano Trancoso segue o padrão da marca em uma escala menor e adaptada ao destino. Sendo assim, os bangalôs estão distribuídos ao longo de uma propriedade extensa, com acesso à praia e paisagismo natural.
O restaurante privilegia ingredientes da região, e o atendimento acompanha o ritmo local, com equipe estável e bem treinada. Além disso, a proposta combina conforto, identidade e discrição, com estrutura suficiente para permanências prolongadas e uso alternado entre lazer e descanso.

Concluindo
Por fim, a chegada das Chaves MICHELIN ao Brasil consolida a maturidade da hotelaria nacional. Dessa forma, esta seleção de 20 hotéis vai além do luxo convencional: representa um novo parâmetro — onde tempo, arquitetura, silêncio e propósito se combinam para oferecer o que realmente importa.
Ou seja, cada um desses destinos propõe não apenas uma estadia, mas uma escolha bem feita.
Portanto, para quem valoriza discrição, coerência e experiências memoráveis, esta lista serve como uma referência confiável e elegante.
Confira mais informações no site oficial: https://guide.michelin.com