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Madeiras de tonalidades profundas, pedras de textura marcante, cores intensas e mobiliário de formas escultóricas. À primeira vista, os ambientes da CASACOR Floripa 2026 apresentam diferentes interpretações da arquitetura contemporânea. Mas, por trás dessa diversidade estética, surge uma questão comum: como criar espaços que ofereçam não apenas sofisticação, mas também acolhimento, identidade e significado?
A pergunta ganha relevância diante do tema Mente e Coração, escolhido para a edição que celebra os 30 anos da CASACOR em Santa Catarina. Em uma sociedade marcada pela hiperconectividade, pelo excesso de informação e pela aceleração da rotina, a mostra propõe uma reflexão sobre a casa como espaço de equilíbrio e reconexão.
Realizada entre 27 de setembro e 8 de novembro de 2026, a exposição ocupa o antigo prédio da Faculdade Estácio de Sá, na SC-401, no Saco Grande, em Florianópolis. São 27 ambientes concebidos por 41 profissionais, distribuídos em aproximadamente 4 mil m². Saiba todas as informações no site oficial.
O imóvel pertence à Hantei Empreendimentos e está destinado a um futuro projeto residencial, aproximando a experimentação arquitetônica das transformações do mercado imobiliário da cidade.
Ao percorrer os ambientes, uma característica se destaca: a convivência entre elementos aparentemente opostos. Pedras de aparência bruta encontram acabamentos industriais; referências históricas dialogam com o design contemporâneo; composições exuberantes dividem espaço com ambientes dedicados ao silêncio e à contemplação.
Mais do que apresentar tendências isoladas, a CASACOR Floripa 2026 revela diferentes respostas a uma transformação na maneira de habitar. A partir de seis movimentos arquitetônicos, é possível compreender como materiais, cores, memória e experiências sensoriais participam da construção do luxo contemporâneo. E o que essas escolhas revelam sobre a identidade do morar em Florianópolis.



O luxo contemporâneo já não precisa obedecer a uma fórmula estética. Na CASACOR Floripa 2026, ambientes de composição minimalista convivem com propostas exuberantes, obras de arte, mobiliário autoral e referências de diferentes épocas. O que aproxima essas linguagens não é uma aparência uniforme, mas a valorização de espaços com personalidade.
Essa diversidade revela uma mudança interessante na percepção da sofisticação. Mais do que reunir objetos valiosos, a arquitetura passa a expressar repertórios culturais, experiências pessoais e relações afetivas que conferem significado aos ambientes.
A Galeria Paralelo 30, de Rico Mendonça, exemplifica essa perspectiva ao reunir três décadas de produção e estabelecer um diálogo entre arte, design e arquitetura. Nesse contexto, as obras deixam de atuar apenas como elementos decorativos e passam a integrar a própria experiência espacial.
At Casa Acervo, de Samira Mussi, a memória assume protagonismo. O projeto parte da ideia de que os espaços também são construídos pelas experiências acumuladas ao longo da vida, transformando referências pessoais em linguagem arquitetônica.
Já a Casa da Arquiteta, da Revisite Arquitetura e Interiores, incorpora livros, fotografias, música e objetos pessoais à composição. Esses elementos demonstram como a identidade de uma residência pode nascer daquilo que seus moradores escolhem preservar e compartilhar.
Os três projetos aproximam a arquitetura de uma dimensão afetiva, mas por caminhos distintos. A arte, a memória e os objetos pessoais tornam-se recursos para construir ambientes que ultrapassam tendências passageiras.


Um ambiente de poucos elementos pode transmitir sofisticação pela precisão das proporções, pela qualidade dos materiais e pelo desenho do mobiliário. Da mesma forma, uma composição rica em cores, texturas e objetos pode alcançar equilíbrio quando suas escolhas estabelecem relações consistentes.
Essa liberdade estética amplia as possibilidades de personalização dos imóveis de alto padrão em Florianópolis. Apartamentos contemporâneos podem incorporar coleções de arte e peças de design brasileiro, enquanto residências integradas à paisagem podem explorar materiais artesanais, objetos de memória e diferentes referências culturais.
A identidade de cada residência surge, portanto, da relação entre arquitetura, repertório cultural e estilo de vida. O luxo deixa de estar associado a uma fórmula decorativa e passa a se manifestar na qualidade das escolhas e na maneira como os espaços representam seus moradores.
Essa interpretação dialoga diretamente com o conceito Mente e Coração, tema da CASACOR Floripa 2026. Diante de um cotidiano marcado pela velocidade e pela exposição digital, a casa pode preservar referências pessoais e oferecer uma experiência de permanência, pertencimento e expressão individual.

A materialidade ocupa um lugar expressivo nas propostas da CASACOR Floripa 2026. Madeiras de tonalidades profundas, pedras naturais, mármores, cerâmicas e tecidos encorpados aparecem em composições que valorizam textura, profundidade e percepção tátil.
Entretanto, o aspecto mais interessante não está apenas na escolha desses materiais, mas na maneira como são combinados. Superfícies de aparência bruta convivem com acabamentos industriais, metais, vidros e soluções de iluminação contemporâneas. O contraste entre irregularidade e precisão transforma a materialidade em uma linguagem arquitetônica.
At Casa Permanência, da RCK Arquitetura e Construção, o mármore fossilizado e a madeira reaproveitada estabelecem uma relação com memória, tempo e transformação. As características dos materiais participam da narrativa do projeto, valorizando marcas e referências à passagem do tempo.
O Living Raízes da Serra, de Leonardo Simões, apresenta outra interpretação. Pedra e madeira são utilizadas a partir de referências à Serra Catarinense, aproximando o ambiente de uma identidade cultural ligada ao interior do estado.
Já a Casa Rubatosis, de Eduardo Gust, explora o silêncio e o fazer artesanal como elementos de sua proposta arquitetônica. O projeto amplia a discussão sobre a relação entre matéria, tempo e experiência de habitar.

Em conjunto, esses ambientes demonstram que tradição e inovação não precisam ocupar posições opostas. Materiais associados a técnicas artesanais podem dialogar com processos industriais e soluções contemporâneas, produzindo composições sofisticadas sem apagar suas características originais.
Essa valorização da experiência física também permite uma leitura cultural da mostra. Em um cotidiano no qual tantas atividades acontecem por meio de telas e interfaces, a arquitetura pode oferecer experiências relacionadas ao toque, à temperatura, ao peso e à textura dos materiais.
Não se trata de afirmar que todos os profissionais partiram dessa intenção, mas de reconhecer uma convergência visual que dialoga com o conceito Mente e Coração.

Outro aspecto observado nos ambientes da CASACOR Floripa 2026 é a valorização dos tetos como parte ativa da composição arquitetônica.
Revestimentos contínuos, estruturas geométricas, elementos suspensos e iluminação integrada transformam superfícies tradicionalmente discretas em componentes expressivos do projeto.
Em determinados ambientes, a continuidade entre paredes e teto cria uma sensação de unidade espacial. Em outros, estruturas aparentes e elementos volumétricos introduzem ritmo, profundidade e movimento.
A iluminação contribui para essa percepção ao destacar materiais, revelar texturas e estabelecer diferentes atmosferas. Assim, o teto deixa de funcionar apenas como suporte técnico e passa a participar da identidade visual do espaço.
Essa abordagem também oferece possibilidades para projetos residenciais. A integração entre forros, iluminação e revestimentos pode valorizar áreas sociais, destacar ambientes específicos e criar transições entre diferentes usos.
Entretanto, essas soluções precisam considerar pé-direito, instalações, manutenção e proporções. O protagonismo do teto deve contribuir para a qualidade espacial, sem comprometer o conforto ou a funcionalidade.

Em Florianópolis, a aplicação dessas referências exige atenção às condições ambientais de cada imóvel. A proximidade do mar, a exposição à maresia, a umidade e a incidência solar podem influenciar o desempenho de revestimentos, ferragens, estruturas e mobiliário.
Por isso, a escolha dos materiais precisa considerar tanto a aparência quanto suas características técnicas.
Madeiras naturais e produtos derivados exigem especificações compatíveis com o ambiente de instalação. Metais e ferragens, por sua vez, precisam apresentar resistência adequada às condições de exposição, especialmente em áreas externas e regiões próximas ao mar.
Pedras naturais também demandam avaliação de porosidade, acabamento, manutenção e adequação ao uso previsto. Um material valorizado por sua textura pode apresentar exigências específicas de conservação, dependendo da aplicação.
Em imóveis de alto padrão, essas decisões contribuem para preservar as qualidades arquitetônicas ao longo do tempo.
A CASACOR Floripa 2026 oferece referências de composição, expressão material e experimentação estética. Já o projeto residencial precisa traduzir essas possibilidades em soluções compatíveis com o clima, a implantação e a rotina dos moradores.
A sofisticação, nesse contexto, não depende apenas do impacto visual dos acabamentos, mas também da capacidade de conciliar identidade, desempenho e durabilidade.

As paletas de cores observadas na edição de 2026 revelam interesse por tonalidades de maior profundidade visual.
Bordô, vinho, ocre, terracota, verde intenso e marrom aparecem ao lado de neutros aquecidos. Em diferentes composições, essas cores participam diretamente da construção da atmosfera, ocupando superfícies, estofados e elementos arquitetônicos.
A Casa Brastemp, de Gabriela Herde, representa essa abordagem ao reinterpretar referências das décadas de 1970 e 1980.
O ambiente combina couro conhaque, veludos vinho, madeiras escuras, cerâmicas brilhantes e verdes profundos. Essas escolhas aproximam referências retrô de uma linguagem contemporânea, criando uma composição marcada por personalidade.
O Bordado Modernista, de Natália Xavier, apresenta outra interpretação ao relacionar a geometria modernista ao trabalho artesanal.
Já o Living Habitat Ocre, de Michael Zanghelini, utiliza o pigmento ocre como ponto de partida para uma atmosfera associada à ancestralidade.
Embora os projetos tenham propostas diferentes, eles demonstram como a cor pode participar da narrativa arquitetônica.
Uma superfície em vinho profundo pode criar uma atmosfera mais reservada. O terracota e o ocre, por sua vez, estabelecem relações visuais com materiais terrosos, enquanto verdes intensos podem aproximar a composição de referências naturais.
Essas associações dependem da iluminação, das proporções e dos materiais utilizados. Consequentemente, a mesma tonalidade pode produzir experiências distintas conforme o contexto.



Paleta cromática da CASACOR Floripa 2026: vinhos profundos, terracota, ocre, verdes fechados e tons amadeirados convivem com neutros minerais, revelando composições que valorizam profundidade, textura e identidade.
Ao lado das cores, formas curvas e volumes generosos contribuem para a expressividade dos interiores.
Sofás arredondados, poltronas escultóricas e mesas assimétricas introduzem movimento em ambientes tradicionalmente organizados por linhas retas.
Além do aspecto visual, essas escolhas podem influenciar a maneira como as pessoas circulam e interagem.
Um sofá curvo, por exemplo, permite organizar uma área de conversa com diferentes orientações. Já uma mesa de geometria irregular pode estabelecer um ponto de interesse visual e modificar a distribuição do mobiliário.
Tapetes tradicionais, peças vintage e referências retrô acrescentam novas camadas às composições.
Para quem projeta ou personaliza um imóvel aqui em Floripa, essas tendências oferecem alternativas aos interiores predominantemente neutros.
Entretanto, a aplicação precisa considerar escala, circulação e iluminação natural. Uma peça escultórica pode valorizar a sala de estar, desde que suas dimensões sejam compatíveis com o espaço disponível.
A personalidade visual surge, assim, da combinação entre liberdade estética e decisões proporcionais às características da residência.

A convivência ocupa um lugar importante nas propostas da CASACOR Floripa 2026. Restaurantes, bares, cafés e ambientes residenciais integrados demonstram como a arquitetura pode organizar diferentes formas de encontro.
Nesses espaços, a distribuição do mobiliário, a iluminação e a circulação participam diretamente da experiência. A hospitalidade passa, assim, a orientar decisões arquitetônicas que também podem inspirar projetos residenciais.
O Restaurante Pulsar, de Amanda Rocha e Thayná Dajori, apresenta uma composição expressiva, marcada pelo vermelho intenso no mobiliário e pelos contrastes entre preto e branco nas superfícies. O projeto utiliza a linguagem visual para construir a atmosfera de um espaço dedicado à gastronomia e à convivência.
O Sem Cerimônia, Bar de Vinhos, da bi.ju Arquitetura, explora a ideia de encontros espontâneos. Já o Café Entre Respiros Guararapes, de Nicole Oliveira e Alessandra Bragagnolo, propõe uma experiência relacionada às pausas do cotidiano.
Embora tenham funções diferentes, esses ambientes aproximam arquitetura e comportamento. A organização espacial contribui para definir como as pessoas chegam, circulam, conversam e permanecem.


A Casa Brastemp, de Gabriela Herde, oferece uma referência particularmente interessante para o morar contemporâneo.
Com 170 m², o projeto organiza cozinha, jantar e estar em uma composição integrada, sem divisórias entre as principais áreas sociais. A cozinha assume, dessa forma, um papel central na experiência residencial.
Essa solução encontra aplicações em imóveis de alto padrão aqui em Florianópolis, especialmente nas residências que valorizam a integração entre ambientes internos, varandas e áreas gourmet.
Entretanto, integrar espaços exige planejamento. A ausência de paredes precisa ser acompanhada por decisões adequadas de circulação, iluminação, ventilação e organização do mobiliário.
Uma cozinha aberta, por exemplo, pode favorecer a interação durante o preparo das refeições. Ao mesmo tempo, demanda atenção à exaustão, aos ruídos e à disposição dos equipamentos.
Da mesma forma, salas amplas podem receber diferentes núcleos de convivência, permitindo encontros coletivos e conversas mais reservadas.
Em apartamentos com varandas generosas ou casas com jardins, a relação entre interior e exterior acrescenta outra possibilidade. Quando o projeto considera as condições ambientais e as necessidades de privacidade, esses espaços podem funcionar de maneira complementar.
A arquitetura da convivência demonstra, portanto, que receber bem depende da qualidade das relações entre os ambientes, das possibilidades de uso e do conforto oferecido aos moradores e convidados.

O conceito Mente e Coração encontra uma de suas expressões mais claras nos ambientes que valorizam pausa, intimidade e acolhimento.
A proposta da CASACOR em 2026 relaciona o morar às tensões de uma rotina marcada pela hiperconectividade e pelo excesso de estímulos. Nesse contexto, a casa aparece como um espaço capaz de favorecer momentos de recolhimento e reconexão.
Essa interpretação ajuda a compreender o interesse por iluminação indireta, superfícies táteis, materiais de aparência natural e ambientes concebidos para a permanência.
O Banhos & Entrepausa, de Gabi Venier Interiores e Studio VIIA, explora o banho como experiência de descompressão. A proposta amplia a percepção desse ambiente ao relacionar suas funções cotidianas à possibilidade de desacelerar.
Já o Limiar DECA, de Mariana Maïsonnave, trabalha linhas essenciais, luz e materiais de texturas marcantes em uma composição orientada pelo acolhimento.
A Casa Rubatosis também participa dessa leitura ao valorizar o silêncio, o fazer artesanal e uma experiência de habitar sem pressa.
Os três projetos demonstram diferentes maneiras de incorporar a dimensão sensorial à arquitetura, sem depender de uma mesma linguagem estética.



A iluminação exerce papel central na maneira como os espaços são percebidos.
Painéis iluminados, arandelas e fontes indiretas podem destacar superfícies, criar profundidade e estabelecer diferentes atmosferas. Além disso, a possibilidade de controlar a intensidade luminosa permite adaptar o ambiente às atividades realizadas.
As texturas também influenciam essa experiência. Tecidos encorpados, pedras irregulares e superfícies amadeiradas acrescentam qualidades táteis que participam da percepção de conforto.
A proporção dos elementos, por sua vez, determina como o corpo se relaciona com o espaço. Mobiliário, pé-direito, circulação e dimensões das aberturas precisam formar um conjunto equilibrado.
Aqui em Floripa, essas escolhas encontram um diálogo direto com as condições de cada residência.
A entrada de luz natural, a ventilação, o controle da temperatura e a privacidade são aspectos importantes para imóveis urbanos, casas próximas ao mar e residências integradas à vegetação.
Grandes superfícies envidraçadas podem valorizar a paisagem, mas exigem atenção à orientação solar e ao desempenho térmico. Da mesma forma, ambientes de descanso precisam considerar ruídos, iluminação e possibilidades de isolamento.
A experiência sensorial depende, assim, da articulação entre estética, desempenho e necessidades dos moradores.
O conceito de bem-estar apresentado pela mostra ganha relevância quando essas decisões contribuem para uma rotina mais confortável, respeitando as características do imóvel e a maneira como seus espaços serão utilizados.
A diversidade apresentada na CASACOR Floripa 2026 permite interpretar a identidade arquitetônica local por uma perspectiva mais ampla.
Materiais naturais, referências históricas, cores profundas e espaços de convivência aparecem em projetos distintos. Entretanto, nenhuma dessas características pertence exclusivamente à arquitetura florianopolitana.
São linguagens presentes no design brasileiro e internacional, reinterpretadas conforme o repertório dos profissionais, as características do lugar e os objetivos de cada ambiente.
A singularidade está na maneira como essas referências podem dialogar com a experiência de morar aqui em Florianópolis.
O Apartamento Azzure, de Bianca Homem e PSF Arquitetura, apresenta uma interpretação do morar junto ao mar sem depender de referências litorâneas literais.
Já a Loja Entre Ilhas, de Schaiana Alves e Verônica Tessele, explora referências açorianas e artesanais, aproximando o projeto de aspectos culturais associados à região.
O Living Raízes da Serra amplia essa perspectiva ao incorporar elementos ligados ao interior catarinense. Pedra, madeira e referências à paisagem serrana demonstram como a identidade regional pode reunir diferentes territórios e memórias.
Por outro lado, a Reserva Ubud, de Leandro Sumar, introduz referências da arquitetura balinesa. O projeto apresenta uma cabana de madeira inspirada em experiências e tradições construtivas da Indonésia, reinterpretadas para a mostra.
Essas abordagens demonstram que a arquitetura apresentada aqui em Floripa admite influências culturais diversas.




A proximidade com o mar é uma característica importante de diferentes regiões de Florianópolis. Contudo, a identidade residencial da cidade também envolve condições urbanas, paisagens vegetadas, referências culturais e diferentes maneiras de ocupar os espaços.
Um apartamento contemporâneo pode priorizar vistas, privacidade e aproveitamento da iluminação natural. Já uma casa próxima à praia pode exigir atenção especial à resistência dos materiais e à integração entre ambientes internos e externos.
Uma residência cercada por vegetação, por sua vez, pode explorar enquadramentos da paisagem, ventilação e transições entre áreas construídas e naturais.
Apesar dessas diferenças, alguns princípios podem aproximar os projetos: conforto, identidade pessoal, qualidade espacial e relação consciente com o entorno.
Essa interpretação evita reduzir a arquitetura local a uma combinação obrigatória de madeira clara, fibras naturais e elementos decorativos associados ao mar.
O repertório apresentado na CASACOR Floripa 2026 demonstra que referências serranas, açorianas, brasileiras e internacionais podem participar de uma mesma cultura arquitetônica.
O que aproxima essas diferentes linguagens não é a repetição de materiais, cores ou elementos decorativos, mas a capacidade de estabelecer relações entre arquitetura, identidade e experiência de morar. A CASACOR Floripa 2026 evidencia que a sofisticação pode assumir expressões distintas, sem depender de uma estética obrigatoriamente praiana ou tropical.
Nesse sentido, o DNA arquitetônico de Florianópolis não deve ser entendido como um estilo único. Ele pode ser reconhecido na maneira como referências culturais diversas dialogam com a paisagem, as condições ambientais e os hábitos de seus moradores. A identidade surge menos da aparência dos ambientes e mais da coerência entre o lugar, o projeto e a vida que acontece dentro dele.
A escolha do edifício que recebe a mostra também oferece uma conexão com o desenvolvimento imobiliário da cidade.
Localizado no Saco Grande, o antigo prédio da Faculdade Estácio de Sá pertence à Hantei Empreendimentos e está destinado a um futuro projeto residencial. A exposição ocupa, portanto, um espaço que deverá passar por outra transformação de uso.
Essa circunstância aproxima a experimentação arquitetônica de questões relacionadas à ocupação urbana e à transformação dos imóveis.
Para o mercado de alto padrão, a reflexão é pertinente. A qualidade de uma residência depende de escolhas que envolvem implantação, distribuição dos ambientes, materiais, conforto e possibilidades de adaptação.
Além disso, profissionais, fabricantes, fornecedores e designers participam da construção dessa identidade. O resultado arquitetônico envolve diferentes especialidades, desde a concepção espacial até a execução de elementos específicos.
A CASACOR oferece uma oportunidade de observar essas relações em propostas autorais, enquanto o mercado residencial apresenta o desafio de aplicá-las a imóveis destinados ao uso cotidiano.
A identidade do morar aqui em Florianópolis pode ser compreendida, dessa forma, como uma combinação de sofisticação, liberdade estética e atenção às características do lugar.


As tendências apresentadas na CASACOR Floripa 2026 oferecem referências para quem deseja compreender as possibilidades da arquitetura residencial contemporânea.
Cores, mobiliário e revestimentos podem acompanhar mudanças de preferência ao longo do tempo. Entretanto, características como implantação, distribuição dos ambientes, orientação solar e relação com o entorno costumam impor limites mais significativos às transformações futuras.
Por esse motivo, a avaliação de um imóvel de alto padrão deve considerar suas qualidades arquitetônicas e seu potencial de adaptação.
Uma planta bem organizada pode permitir diferentes configurações de mobiliário e usos. Da mesma forma, aberturas adequadamente posicionadas podem favorecer iluminação natural, ventilação e conexão visual com a paisagem.
Áreas sociais integradas merecem atenção à circulação e à privacidade, enquanto materiais e acabamentos precisam corresponder às condições ambientais e às necessidades de manutenção.
A possibilidade de personalização também ganha relevância. Afinal, a identidade de uma residência se desenvolve ao longo do tempo, acompanhando experiências, hábitos e escolhas de seus moradores.
Para quem procura uma casa contemporânea ou um apartamento de alto padrão aqui em Florianópolis, essa perspectiva amplia os critérios de decisão. A qualidade arquitetônica envolve a relação entre espaço, localização, desempenho, conforto e estilo de vida.

Entre referências culturais, materiais de expressão natural e soluções contemporâneas, os ambientes apresentam diferentes interpretações de uma mesma aspiração: criar espaços que tenham significado para quem os habita.
Mais do que antecipar tendências, a mostra convida a repensar o que realmente importa em uma residência. Afinal, o luxo contemporâneo não está apenas naquilo que uma casa possui, mas naquilo que ela permite viver: encontros, momentos de privacidade, experiências cotidianas e relações significativas com o espaço.
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Sou especialista em imóveis de luxo, alto padrão e investimentos imobiliários no Sul do Brasil. Reconhecida pelo atendimento premium e bilíngue, acompanho cada cliente desde a primeira busca até a entrega das chaves, conectando compradores e investidores aos empreendimentos mais exclusivos da ilha, de Jurerê Internacional ao Campeche, passando por Cacupé, João Paulo e Praia Brava. Fundadora da Luxury Home Floripa, acumulo mais de R$ 320 milhões em vendas ao longo de cinco anos de atuação no mercado imobiliário de alta renda. Aqui compartilho análises sobre o mercado de luxo em Florianópolis, lançamentos de alto padrão, tendências de valorização e tudo o que um comprador exigente precisa saber antes de tomar uma decisão patrimonial relevante. Também compartilho insights e novidades sobre o estilo de vida que cerca esse universo: mundo náutico, gastronomia, eventos, esportes e tudo o que conecta Florianópolis ao mundo do alto padrão.